Artesanato da Mente

Feliz é quem já foi infeliz

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Tempos atrás li um pequeno texto da escritora Clarissa Correa que achei fantástico. O texto é o que segue.

“Quem é feliz não conta, não espalha, não grita aos quatro cantos. Quem é feliz, satisfaze-se por ser. E sabe que felicidade anda coladinha na inveja. Quem é feliz não precisa provar nada, simplesmente é. As pessoas felizes demais nunca me passaram confiança. Essa coisa de que a vida é uma festa e não existe nada errado, não me brilha aos olhos. Feliz é quem conhece o lado ruim e o respeita. Feliz é quem já foi infeliz. Somente quem já foi infeliz pode entender que a tristeza traz um punhado muito bom de aprendizados. Felicidade não é sobre quem grita mais alto. É sobre quem sorri mais fundo.”

Apesar de pequeno, ele traz grandes verdades. A felicidade é uma busca, e não canso de dizer que se trata de uma busca diária e eterna. É impossível ser feliz 100% do tempo, mas é possível ser feliz, apesar dos momentos de tristeza, que, na realidade, são necessários para que vivamos de forma mais plena. É como ela diz na frase: “Somente quem já foi infeliz pode entender que a tristeza traz um punhado muito bom de aprendizados”. Eu sou prova viva desta frase, já passei por situações de tristezas profundas, mas que me ensinaram muito e me ajudaram a ser a pessoa que sou hoje.

Acho interessante quando ela fala sobre as pessoas “Miss simpatia”. Eu não tenho nada contra elas, porém, sempre fico um pouco reticente, porque é bem comum as pessoas “Miss simpatia” serem infelizes. Elas vestem uma máscara com o objetivo de serem aceitas e valorizadas. Muito cuidado com isso! É impossível sustentar máscaras por muito tempo, elas sempre caem, mais cedo ou mais tarde. Não queira ser uma pessoa “Miss simpatia”, queira ser você mesmo, sem máscaras. Você pode ser extremamente simpático e cativante sem máscaras. Eu procuro ser assim, normalmente sou uma presença agradável por onde ando, mas não me utilizo de máscaras para buscar aprovação dos outros. Se gostou de mim, ótimo, se não gostou, ótimo do mesmo jeito, não posso obrigar ninguém a gostar de mim. Pense sobre isso…

Agora vou falar a principal mensagem, através da minha própria experiência. Eu já fui muito infeliz por um tempo e passei por conflitos internos terríveis, tão intensos que cheguei a quase perder o sentido da vida e pensar em suicídio. Isto aconteceu quando cursava Física no período mais crítico do curso. Meus relacionamentos eram muito ruins, não criava bons vínculos de amizade e me fechei no mundo dos estudos, com um medo enorme de reprovar todas as disciplinas. Foi um grande momento de crise que me ensinou muito e ajudou a desabrochar um novo Isaias completamente diferente. Quis pegar cada um dos meus sofrimentos vividos e transformá-los no total oposto, quis retribuir todo o mal que recebi oferecendo amor, compaixão, concórdia, amizade, afeto etc. Para isso iniciei um processo de busca pelo autoconhecimento. Mergulhei fundo em diversas leituras edificantes e fui me lançando desafios diários cada vez maiores, e fui com isso me transformando na pessoa que sou hoje.

Praticamente não guardo resquícios desta época de crises, e aprendi a ser feliz com a minha infelicidade. Vou deixar o link de um texto que gosto bastante e fala um pouco mais sobre isso, que é a capacidade de voar quando estamos no fundo do poço, a luz que se apresenta na nossa vida depois que já perdemos nossas esperanças. O link está logo abaixo.

A capacidade de voar

Hoje estou aqui para lhe contar este relato muito verdadeiro e fazer você compreender que é feliz verdadeiramente aquela pessoa que um dia já foi infeliz. Quem é feliz 100% do tempo se veste de uma máscara e é preciso ter sensibilidade para enxergá-la e perceber que essa pessoa não é mais feliz que você. Uma viva a felicidade!…

 

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