Clube da Luta

Thomas Almeida revela emoção horas antes da estreia no UFC: “Chorei por estar ali dentro”

Thomas Almeida conquistou o prêmio de melhor luta da noite | Foto: Alexandre Loureiro / Inovafoto

Thomas Almeida conquistou o prêmio de melhor luta da noite | Foto: Alexandre Loureiro / Inovafoto

Thomas Almeida, o Thominhas, é considerado o futuro do MMA brasileiro. A expectativa é que o paulista consiga, a longo prazo, brilhar no UFC e alcançar títulos para o país. O trocador da Chute Boxe, de 23 anos, estreou no Ultimate no último sábado, 8, em Uberlândia, dominou o combate, venceu por decisão unânime e conquistou o prêmio de “melhor luta da noite”.

Apesar de jovem, o brasileiro já conquistou 17 vitórias na carreira e está invicto. No currículo, ele tem o cinturão do peso galo (até 61 kg) do Legacy, evento norte-americano de menor porte. O destaque na antiga organização despertou o interesse do UFC nesse dedicado lutador de São Paulo, que sempre priorizou a luta na vida e, agora, está colhendo os frutos do trabalho.

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Em entrevista ao Blog Clube da Luta, Thominhas falou sobre diversos assuntos, entre eles a estreia no UFC, o início da carreira e a emoção de fazer a primeira luta no maior evento de MMA do mundo. O jovem atleta da Chute Boxe revelou que chorou antes do duelo contra Tim Gorman, horas antes de entrar no octógono do Ultimate.

Emoção de estrear no UFC
Minha equipe já vinha trabalhando comigo antes de ser contratado, indo aos eventos com outros atletas, indo no corner também. Quando chegou minha vez, antes do evento começar, fui dar uma olhada no cage para vivenciar o momento. Chorei por está ali dentro, mas na hora que entrei na luta, estava bem tranquilo. Foi bem legal.

Não pensava em prêmio
Pra ser bem sincero nem pensava em nada de prêmio. Só pensava em fazer uma boa luta, trabalhar, e fazer o que aprendi ao longo do tempo. Foi uma coisa a parte, deixei fluir e aconteceu.

Thomas durante treinamento na Chute Boxe | Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto

Thomas durante treinamento na Chute Boxe | Foto: Gaspar Nóbrega/Inovafoto

Legacy
O Legacy é um evento muito bom. Existem vários atletas de alto nível. Mas no UFC, estão os melhores do mundo. O UFC é a Copa do Mundo do MMA. Foi uma boa passagem no Leagacy, por isso cheguei bem no UFC.

Luta dura na estreia
Esperava uma luta dura. Estava esperando ele me colocar para baixo e, quando tentou, anulei o jogo dele. Ele tinha a mão dura, pude sentir com aqueles jabs, algo que não estava esperando. Mas foi uma prova de fogo. Adquiri muita experiência. Foi a primeira vez que fiz uma luta que durou os três rounds. Fiquei feliz de trazer essa vitória.

Prêmio de US$ 50 mil de melhor luta
Eu vou comprar um apartamento. Sou um cara tranquilo. Quero pensar apenas em treinar.

Tranquilidade dentro do octógono
Eu tenho uma bagagem boa de lutas. Minhas 30 lutas de muay thai me deram experiência e tranquilidade. Quando chego no octógono, fico tranquilo e preparado. Estou a disponibilidade do UFC, quem eles mandarem, eu vou lutar. Estou preparado para qualquer um.

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Família Chute Boxe
O clima é o melhor possível. A gente é uma família, amizade acima de tudo. É muito bom ter dois amigos (Felipe Sertanejo e Lucas Mineiro) que já estavam no UFC, e tem o Alan Puro Osso (do XFC). Então, o nivel de treinamento é muito alto.

Sonho de lutar em São Paulo
Quando estava na conferência depois da luta, citaram que vai ter evento em São Paulo, no estádio do Palmeiras, em maio. Fiquei bem feliz com essa oportunidade. Se pudesse (lutar), seria bem legal.

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Mestre Diego Lima
Nossa equipe é uma família. O Diego é um cara que pega no pé, é nosso mestre, mas é amigo. Uma pessoa que está ali para pegar no pé, move a equipe, põe na linha e não deixa ninguém ficar ‘vagabundo’. Ele é muito importante na minha carreira. Treino desde os 17 anos com o Diego. Ele é o cara mesmo.

Começo
Eu comecei a treinar com 13 anos. Morava próximo à academia do Patino Macaco. Eu vivia na academia. Desde os 14 anos que queria ser lutador e viver de luta. A minha família pegou no pé, sempre foi rígida para completar a escola, mas tive que trancar a faculdade. Eles deixavam eu treinar, mas tinha que ter estudo. No começo conciliei, mas depois tive que priorizar os treinamentos.

Inspiração
O lutador holandês Ramon Deckers. Vi muitos vídeos dele. É um cara muito agressivo. Me espelho nele.

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