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Felipe Sertanejo comenta vitória no UFC, bônus de ‘Performance’ e nova categoria

Sertanejo venceu por finalização no primeiro round | Foto: UFC/Divulgação

Sertanejo venceu por finalização no primeiro round | Foto: UFC/Divulgação

A primeira luta de Felipe Sertanejo fora do Brasil pelo UFC não poderia ter tido saldo melhor. Em sua estreia pelo peso-galo (até 61,2kg), neste domingo, dia 23, no UFC Fight Night 74, realizado no Canadá, o paulistano finalizou o haitiano naturalizado canadense Yves Jabouin com uma chave de braço ainda no primeiro round. De quebra, com sua quarta vitória no octógono em oito lutas, ainda faturou o bônus de “Performance da Noite”, no valor de US$ 50 mil (aproximadamente R$ 189 mil).

Formado pela Chute Boxe Diego Lima, tradicional equipe de muay thai, Felipe chegou a dizer antes da luta que imaginava que o duelo contra Jabouin pudesse acabar indo para o chão. Dentro do octógono, se mostrou preparado, comprovando que a finalização não foi um golpe de sorte. “Treinei muito atacar o braço a semana toda, tanto por cima, quanto por baixo. Estou treinando cada vez mais meu jiu-jitsu para, se cair no chão, eu não me preocupar muito com isso”, explica. “Estou muito feliz com essa vitória e mais feliz ainda com o prêmio de ‘Performance da Noite’. Tudo o que planejamos e treinamos aconteceu no domingo”.

Momento em que brasileiro finalizou o oponente | Foto: UFC/Divulgação

Momento em que brasileiro finalizou o oponente | Foto: UFC/Divulgação

Antes de liquidar Jabouin, no entanto, Sertanejo passou por certa dificuldade durante o primeiro assalto. O brasileiro foi derrubado pelo canadense logo no início do duelo, e vinha sofrendo com o ground and pound durante boa parte dos quatro minutos iniciais, até que faltando 39 segundos para o fim, colocou o jiu-jitsu em prática e conquistou sua primeira vitória por finalização pelo UFC, porém a quinta na carreira desta forma.

“Ele entrou com a queda no tempo certo e não deu nem tempo para pensar. Eu não quis amarrar e tentar segurar a pressão até o fim do round, até porque, lá dentro, a gente não tem muita noção do tempo que falta”, comenta o lutador. “Tentei encaixar o triângulo primeiro, mas ele saiu bem, então vi que ele não era tão leigo no chão. Depois, fugi um pouco o quadril e vi que ele não deu uma ‘posturada’, ele entrou para dentro, e foi aí que resolvi atacar o braço. Busquei a perna e consegui fazer a raspagem para cair com a chave de braço encaixada”.

Com a vitória, Felipe chega ao seu quarto triunfo em oito lutas no UFC – são mais três derrotas e um empate. A estreia com o pé direito na nova divisão de peso, uma abaixo em relação a dos penas (até 66,2kg), pela qual sempre lutou, anima o paulistano, que não espera luta fácil em seu próximo compromisso, e anseia, pela primeira vez na organização, conquistar duas vitórias consecutivas.

“Eu me senti muito bem na nova divisão. Eu lutava nos penas porque tinha preguiça de fazer dieta e cortar peso, essa é a verdade. Creio que essa é a minha categoria e tenho certeza que esse é só o início de uma nova era do Sertanejo no UFC. Espero sempre uma guerra para minha próxima luta, porque aqui o nível é muito alto, não tem jeito. Vou estar mais preparado para, se Deus quiser, engrenar uma sequência de vitórias”, conclui Felipe.

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