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Como quem quer mostrar um algo mais na obra de Roque Ferreira, Roberta Sá e o Trio Madeira Brasil decidiram lançar um olhar camerístico sobre a obra do compositor. O resultado foi o disco Quando o canto é reza (2010), que será apresentado neste sábado e domingo no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar. No disco/show, as cordas virtuosas de Ronaldo do Bandolim, Zé Paulo Becker (violão) e Marcello Gonçalves (violão 7 cordas) e a voz doce de Roberta ganham destaque sobre a percussão de Zero e Paulino Dias. Embora tenha sido pensado para teatros, o show tem atraído muitos elogios e público, como as 20 mil pessoas que assistiram o show aberto em João Pessoa no último 25 de março. “É surpreendente. Já está virando baile. O público é quente, fica batendo palma, dançando e cantando junto. Isso prova a teoria de que não pode subestimar o público”, confirma a cantora por telefone.
Mas, se a troca da batucada pelos elaborados arranjos de cordas rendeu elogios, acabou rendendo também um problema para os músicos quando o jornal Estado de São Paulo publicou uma matéria afirmando que o compositor não teria ficado satisfeito com o disco, justamente pela falta da bateria. “O disco dele é diferente, mas isso foi intenção nossa. Fizemos à nossa maneira”, explica Marcelo Gonçalves completando que tudo não passou de um mal-entendido. Roberta continua: “Ele ligou pra mim chorando, super chateado. Ele é uma pessoa muito querida. A jornalista escreveu maldosamente”.
Passado o assunto, Roberta e Trio Madeira Brasil seguem para o fim da turnê em conjunto e já preparam seus novos trabalhos solo. O Trio, ao mesmo tempo que está relançando seu disco de estreia, gravado em 1998, prepara também material novo, que deve ser lançado até o fim do ano. E Roberta promete o mesmo prazo para lançar o sucessor do ao vivo Pra se ter alegria. “Nem posso lhe adiantar nada por que ainda não comecei a fazer. Mas, sai no fim do ano. Ta muito embrião ainda”.
Quanto ao que este disco/show deixou para eles, Marcelo conta que “é um projeto de encontros. O Roque começou a se encontrar e virou parceiro nosso e do Pedro Luís. No Rio, pensamos em fazer encontros com outros artistas que já cantaram músicas do Roque”. E quanto a um novo encontro do “quarteto”, Roberta Sá não descarta a chance. “Esse trabalho agregou o público meu, do Trio e do Roque. Ficou material para outro disco”.
> Roberta Sá:
– Sambas e Bossas (promocional) (2004)
– Braseiro (2005)
– Que Belo Estranho Dia Para se Ter Alegria (2007)
– Samba meets Boogie Woogie (importado) (2008)
– Pra se Ter Alegria (2009)
> Trio Madeira Brasil:
– Trio Madeira Brasil (1998)
– A flor e o espinho (com Guilherme de Brito) (2003)
> Roque Ferreira:
– Tem samba no mar (2004)