Discografia

Par, um musical apaixonante

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Por Hertenha Glauce, atriz e diretora teatral

Ponto de Partida? Barbacena, MG. Destino? O mundo…

Há 35 anos, em Barbacena, formava-se um Grupo de Teatro disposto a ficar em seu canto, em seu “mei”, mas abrindo-se para o mundo. Feliz de nós, que somos das bandas de cá e de lá que os encontramos pelo caminho. E que encontro!

Ontem, pude conhecer o Grupo Ponto de Partida e seu apaixonante PAR. Fui, a convite, sem nenhuma expectativa, fosse boa ou ruim. Fui. Ao começar o espetáculo, o encantamento começou a tomar conta de mim, do ambiente, das pessoas em minha volta. Daí a pouco já estávamos todos embevecidos a sorrir, olhando para o palco.

O espetáculo é música, é dança, é luz. Não há texto. Sua dramaturgia é construída a partir de canções que vão de Ary Barroso a Chico Buarque, passando por Pixinguinha, Dorival Caymmi, Tom Jobim, Rita Lee e chegando para apresentaras canções originais de Pablo Bertola, Lido Loschi e Júlia Medeiros. O repertório é um afago a parte. Fantástico!

A luz conduz toda a cenografia. E é linda! Cuidadosa, sutil, precisa. Tudo com acabamento e beleza plástica irreparável. No palco, cinco homens e seis mulheres. Caixas de sapateiros. Caixas de sapatos. A limpeza dos movimentos, a precisão das coreografias, o desempenho do elenco de atores/cantores/dançarinos nos enchiam os olhos!

A banda, formada por três músicos, dão o tom. Flauta, sax, violão e bateria. Suficiente para nos embalar e fazer-nos embarcar nessa história apaixonante de amor e separação, dor e alegria. Os arranjos são maravilhosos, assim como as vozes. Cada música reinventada para nos envolver e cativar e aí, não posso deixar de citar o belíssimo arranjo para Carinhoso, com vozes masculinas.

Um espetáculo para ver e rever. Um grupo para seguir e assistir tudo, sempre que possível.

Na saída, uma mesa e muitos produtos: CDs, DVDs, box, sacolas e um investimento. Um pouco do Ponto de Partida em casa…