Desde 2002, a Organização Internacional do Trabalho escolheu 12 de junho
como o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, data em que foi lido
relatório sobre o tema na Conferência do Trabalho que ocorre anualmente em Genebra (Suíça).
No Brasil, a data foi decretada como o Dia Nacional de
Combate ao Trabalho Infantil pela lei 11.542 de 2007, sancionada pelo
presidente Lula.
Existem no mundo cerca de 350 milhões de crianças entre cinco e 17 anos envolvidas em alguma atividade econômica, sendo 250 milhões submetidas a condições de exploração, o que equivale a uma criança em cada seis.
Fonte: Organização Internacional do Trabalho (OIT) e Programa Internacional de Eliminação do Trabalho Infantil (Ipec) – Ano: 2002.

O Pnad de 2007 traz um dado ainda mais assustador: o Ceará tem 330 mil crianças em situação de trabalho, ou seja, 15% da população na faixa de cinco a 17 anos. É o quarto estado em número de meninas e meninos trabalhando, atrás do Piauí (17,4%), Maranhão (17,1%) e Tocantins (15,3%).
O que leva uma criança ao trabalho pode ser também um sistema educacional deficiente e desestimulante. Mais do que nunca, é nosso dever repensar a escola, o currículo, as práticas educacionais e sociais para modificarmos essa realidade.
Devemos lembrar que hoje é um dia de luta, de combate, para colocar em prática na mídia, na agenda da escola e das autoridades esse compromisso de tirar essas crianças das ruas, das drogas, do trabalho, da exploração sexual e dos vícios em geral para colocá-las de fato, onde deveriam estar: na escola.