![]() Garrafas de Areia Colorida de Aracati Segundo o artesão Toinho Carneiro, o artesanato com areia colorida foi iniciado em Majorlândia por sua mãe, dona Joana, em meados do século 20. Na época, as mulheres utilizavam o artesanato para a decoração de seus lares. Com o aumento da visitação, as pessoas começaram a se interessar em adquirir peças, até então feitas com motivos geométricos. Dona Joana começou, então, a transportar para as garrafas as paisagens da localidade, bem como o cotidiano da vida dos pescadores. Com o tempo, as técnicas de contorno das figuras e de socamento da areia nas garrafas foram sendo aprimoradas e novos desenhos com temáticas variadas foram sendo introduzidos. O saber se disseminou através das gerações, e hoje podemos encontrar nas garrafas de areia retratos de pessoas, temas religiosos, animais e paisagens estrangeiras, além das encomendas de logotipos de empresas e símbolos de times de futebol. Na Associação de Artesãos de Majorlândia (ASSAM), que abrange tipologias variadas como a renda labirinto e crochê, cerca de 30 artesãos produzem garrafas de areia de vários tamanhos, taças, chaveiros e pequenos quadros. Cerâmica de Cascavel A produção artesanal em barro de Cascavel, como se apresenta hoje teve início há mais de um século, na modalidade de utilitários domésticos, como panelas, potes, quartinhas, bacias, etc. Transmitido de pai pra filho, o ofício conta hoje com cerca de 80 pessoas na região. Além de panelas, pratos, potes, quartinhas e moringas, são produzidas peças lúdicas e decorativas. Na Associação de Artesãos de Moita Redonda (AAMR) estão reunidos cinco grupos produtivos no total de 12 famílias, totalizando cerca de 30 pessoas. Renda Labirinto de Icapuí O polo de Renda Labirinto de Icapuí é formado por mulheres que moram em Morro Pintado e Ibicuitaba, a 5 km da sede do município de Icapuí. Não há associação específica das labirinteiras, todas participam da ONG Caiçara, que atua em áreas de beneficiamento da casca do coco e gerenciamento de uma pousada. São 25 artesãs que trabalham orientadas por duas mestras, dona Lourdes e dona Maria do Carmo. Dona Lourdes trabalha com peças pequenas, de cambraia e estopa, e dona Maria do Carmo trabalha com peças de linho de tamanhos variados. Dentre outras peças são produzidos jogos americanos, caminhos de mesa, toalhas de bandeja, guardanapos, jogos de cama e toalhas de banquete. Artes de Juazeiro do Norte A cidade que reúne um dos principais contingentes de artesãos e artistas populares do País, Juazeiro do Norte comparece na mostra com força e peso. Uma rica variedade de esculturas, relevos, brinquedos e objetos em madeira, barro pintado, vidro, flandres e zinco de seus principais mestres e artífices, criteriosamente selecionados no Centro de Cultura Popular Mestre Noza pela curadoria do Sobrado Dr. José Lourenço conferem à exposição uma oportunidade rara para conhecimento e compra. Criado em 1984 para ser um espaço de apoio ao artesão, o Centro de Cultura Popular Mestre Noza é hoje a sede da Associação de Artesãos de Juazeiro do Norte. Cerca de 90 artesãos efetivos entre homens, mulheres, mestres e discípulos participam da Associação produtora das obras vindas de Juazeiro do Norte para a exposição. Serviço: Exposição “Artes que renovam a tradição” Fonte: Assessoria de Imprensa da Secult Bianca Felippsen ( bianca@secult.ce.gov.br / 85 3101.6761 – 3101.6759) |
Dica de exposição: "Artes que renovam a tradição"
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