Ayaz Ali está do lado de fora da única escola em sua aldeia no Paquistão, lutando para recordar a última vez que viu um professor ali. Foi, pelo menos, cinco anos atrás. “Eu iria voltar, mas nós realmente não vemos o professor já há algum tempo”, disse Ali, de 16 anos, que agora passa seus dias nos campos colhendo algodão e trigo.

A escola parece abandonada, mas em tese ainda está aberta, de acordo com funcionários da Educação do distrito. A família de Ali não tem como pagar uma escola privada. A situação dele mostra como o governo do Paquistão, com frequência, é um obstáculo para uma educação de qualidade maior do que o Talibã. Um em cada três estudantes no país já frequenta uma escola privada, um aumento de 50% comparado há uma década.

Com as falhas no sistema público, o país já tem uma das mais altas taxas de evasão escolar do mundo. O país tem sete milhões de crianças fora da escola – dois terços delas meninas – de acordo com um relatório de abril passado do Banco Mundial. O Paquistão figura em 113$ no ranking de 120 países sobre educação da Organização das Nações Unidas (ONU).

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Valeska Andrade

Formada em História pela Universidade Federal do Ceará e em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará. Especialista em Cultura Brasileira e Arte Educação. Coordenou o Programa O POVO na Educação até agosto de 2010. Pesquisadora e orientadora do POVO na Educação de 2003 a 2010, desenvolveu, entre outras atividades, a leitura crítica e a educomunicação nas salas de aula, utilizando o jornal como principal ferramenta pedagógica. Atualmente, é professora de história da rede estadual de ensino. Pesquisadora do Maracatu Cearense e das práticas educacionais inovadoras. Sempre curiosa!!!

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