Entre Aspas

Mouse a mouse ou corpo a corpo?

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O mundo deu voltas e voltas. A comunicação humana já passou por muitas coisas: sinais de fumaça, ruído de tambores, mensageiros que viajam quilômetros de distância para entregar uma correspondência etc. Hoje, isso mudou, podemos nos comunicar através da internet sem precisar sair de casa, com apenas alguns cliques e são nesses cliques, onde romances ardentes queimam e florescem, uns murcham, mas há os que crescem e tornam a coisa séria. Com o boom da “net” a maneira dos encontros amorosos também mudou.

De acordo com a psicóloga e sexóloga Larissa Fabrice, a atração física parece não ter mais tanta importância para um contato inicial. “É possível sim se apaixonar por idéias inventadas, sem dono, ou cujo dono não é o mesmo corpo que as teclas no computador. Podemos inventar uma outra identidade ou usar frases de outras pessoas. Vivemos numa nova era, onde encontrar-se no ciberespaço, trocar idéias com pessoas do outro lado do mundo sem nunca tê-las encontrado fisicamente, fazer sexo e apaixonar-se através de um chat não é mais ficção-científica. É a pura realidade”, afirma ela.

Mas e aí, será que as pessoas fazem isso porque estão sozinhas, para facilitar o primeiro encontro ou por que é um novo método de comunicação através dos gadgets? Para a psicóloga, as relações “virtuais” não substituem os encontros físicos nem as viagens. Podem sim auxiliá-las na preparação. “Não temos a resposta certa (e estamos numa era em que não existe somente uma resposta correta…), mas nos casos de encontros amorosos, eles podem dar certo ou não, podem ser muito bons ou dramáticos. E podem ser também muito lúdicos e cheios de sonhos. Ou pesadelos”, observa ela.

Apesar das pessoas estarem ligadas a um aparelho, elas passam a ser espectadores, atores e diretores de sua própria história. Uns preferem e satisfazem-se no clique a clique, outros não, gostam mesmo é do rala e rola, do físico, do ardente, do concreto. Há gosto para tudo…

“Encontros virtuais servem para conversar, trocar experiências, passar o tempo, atenuar a solidão, namorar e até fazer sexo (virtual), num encontro de sociabilidades”. Larissa Fabrice

 

Texto: Eduardo Sousa || Imagem: Internet

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