Fisioterapia & Saúde

Mercado Paralelo da Fisioterapia

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concorrênciaNos últimos tempos tenho observado uma quantidade menor de cursos oferecidos em fisioterapia,  cheguei a ficar satisfeito por um único motivo, caiu a carapuça e os colegas acordaram, não  estão mais fazendo inscrições nesses cursos  com a mesma freqüência, pura inocência minha, a coisa continua e é para valer, eu  não recebo mais publicidade por estar em novo endereço e eles ainda não  descobriram. Estive em uma instituição de ensino superior nos últimos dias e os cursos estão estampados pelas paredes, sempre tive dúvidas se de fato tantos cursos são necessários ou é reserva de mercado, falta de pacientes para atender ou de fato se faz necessário.  O que  nos chama atenção é a velocidade da propagação desse mercado paralelo, se formos analisar terapia manual por exemplo, acredito ser o maior recorde de cursos,  temos no Brasil três escolas de osteopatia  uma brasileira, a belga  e a de Madri, eu fiz uma delas, passei cinco anos,  as outras com mais tempo ou menos não importa, nos parecem confiáveis, sérias e com possibilidades de desenvolver competências e habilidades, mesmo assim muitos colegas insistem em ministrar cursos de finais de semana em osteopatia, qual o intuito disso? Ganhar dinheiro? Permanecer  no mercado de qualquer forma? Vejam outro exemplo RPG, outro dia uma colega me falou, existem no Brasil trinta e três cursos diferentes de reeducação postural, será isso possível? Será necessário? Quem  de fato domina a técnica? Pobres acadêmicos de fisioterapia devem ficar loucos com tantas propagandas.  Às vezes recebo alguns e-mails, para publicar no blog alguns cursos, nada contra, mas eu mesmo já não tenho noção desse  imensurável  mercado paralelo da fisioterapia, tão quanto não sei quantas vezes tenho que responder por que não ministro cursos, fico  indagando, mas porque eu teria que ministrar? Chegamos ao  ponto  de ser  necessário ter algum curso espalhado pelos corredores das faculdades e dos serviços de fisioterapia . Em minha opinião livros, artigos e pesquisas nos levariam a um caminho com  maiores resultados, dessa forma indico aos que buscam qualificação, cultura em todos os seus aspectos, nos fortalecem como profissional, se querem técnicas, temos hoje no Brasil a possibilidade de aprender com os criadores das técnicas, por isso analise, se podemos ter aulas com os papas porque irmos aos sacerdotes?

3 Comentários

  • Ewertom disse:

    Caro Jorge,

    Creio que um dos fatores para tantos cursos é a falta de qualidade das inúmeras IES com cursos de Fisioterapia.

    Mas, que são muitos são… fiquei pasmo com a quantidade diferente de cursos de RPG. Na osteopatia são 3 grandes escolas, mas já existem inúmeras pós-graduações e todas fogem das normas estabelecidas pela resolução do COFFITO que reconhece a especialidade.

    Em uma comunidade do ORKUT o tema sobre a quantidade de cursos é tratado como: CURSOS DE ESPERTALIZAÇÃO…

    As grades curriculares das faculdades não querem especialistas experiêntes e sim acadêmicos.

    Prestei dois concursos para professor de Recursos Terapêuticos Manuiais, não fui aprovado em nenhum dos dois, talvez não tenha sido bom no que apresentei, mas creio que melhor uma pessoa com mais de 5 anos de experiência e cursos de Fisioterapia Manipulativa e Osteopatia do que pessoas com formação apenas acadêmica (mestrado) sem experiência clínica em Fisioterapia Manipulativa e sim com experiência em outras áreas, tais como Fisioterapia Neuropediátrica…

    Não é raro termos professores atuando em áreas que não possuem experiência e não dominam… Isso pela necessidade devido ao mercado que a cada dia está mais cheio e aos gestores das IES e do MEC que não fiscalizam e não agem as cegas…

    Para mim, tudo que gastei em cursos, tirando minhas especializações em Osteopatia e Acupuntura, deveria estar presente de forma integralnas graduações, isso mataria a necessidade desses inúmeros cursos e desses gringos entrarem no Brasil para tirar milhares em Reais de profissionais que mal tem para sobreviver.

    O problema, aparentemente simples vai muito além…

  • Ramon disse:

    Opa grande Jorge!
    Concordo com você em relação aos cursos de graduação em fisioterapia, o problema é estrutural, pois o motivo de tantos cursos não é pela demanda de profissionais que atuem na área. Sim pela falta de emprego na área que faz com que a gente procure outras formas de ganhar dinheiro. Existe algo mais lucrativo do que ser dono de um curso de graduação? é muito aluno entrando, pagando mensalidade e matrícula, e ficando pelo meio do caminho. Nos protelamos o curso por um longo tempo até conseguir se formar. Agora imagina se os professores querem investir em formar o aluno dentro da graduação. Eles não vão ganhar nada mais por isso, melhor mesmo é montar um curso de qualquer coisa e fazer propaganda pro melhor público que existe, seus próprios alunos que confiam e acreditam em você.

    Eu não sou absolutamente contra cursos extra curriculares, Pois hoje sinto que se não fossem por todos que eu fiz eu não me sentiria seguro pra realizar as técnicas que venho aprendendo na especialização e que são mais fluidas de aprender. O problema é como você disse, qualquer um abre um curso de alguma coisa sem ter realmente compromisso com a formação do aluno. É claro que existem excessões que são extremamente enriquecedoras e fazem a diferença, mas essas excessões eram para ser incorporadas aos cursos, mantendo o aluno dentro da faculdade o que lhe daria respaldo pra ter uma formação diferenciada e que valha a pena!

    Vamos ver se isso começa a mudar com a UFC, e o aluno que será formado lá possa se desenvolver dentro da sua universidade, do jeito que é nos outros cursos…

  • Darlene disse:

    É o que sempre me pergunto. Há tantas pessoas desempregadas gastam o dinheiro que não tem com esses cursos que na maioria das vezes só levam nosso dinheiro sem nos ofertar conhecimento consistente. Não adianta encher o currículo com inúmeros cursos de fachada e não somar em nada na sua formação. Por experiência própria, já fui vítima de pessoas de má fé que me tomaram R$ 700,00 na ilusão de realizar um curso sobre ATM em fevereiro de 2006.. resultado até hoje estou sem curso e sem meu dinheiro de volta, e a tal professora…. bem… essa deve estar rindo da cara dos alunos até hoje…

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