Fisioterapia & Saúde

Deficientes reclamam de falta de transporte especial

Deficientes que dependem de veículos da Prefeitura de São Bernardo e Santo André para se locomover encontram dificuldades. Por conta da ausência do transporte neste mês, cidadãos que dependem do benefício para realizar tratamento médico acabam prejudicados. Morador de São Bernardo, Vanderlei Ferreira de Lima, 43 anos, tem distrofia muscular e conta que o problema surgiu há três semanas para ele. “A desculpa dada foi que motorista estava de férias, depois, que os veículos estavam quebrados”, explica o habitante do Jardim das Esmeraldas, que faz fisioterapia na UniBan (Universidade Bandeirante), desde 2002.Lima disse que conta com a ajuda de um amigo. “Ele vem do bairro Alvarenga me buscar duas vezes por semana. Mas me avisou que nos próximos dias por conta do trabalho pode ficar difícil”, disse o deficiente, contando que já tentou pegar ônibus sozinho, mas teve dificuldade. “Pensam que sou cidadão comum, porque não aparento ter nada, e não colaboram. “A dona de casa Marlene Souza dos Santos, 42, não tem quem a ajude a levar o filho com paralisia cerebral ao tratamento, na Umesp (Universidade Metodista de São Paulo. “Desde o dia 9 meu filho não tem ido na fisioterapia. Não tenho carro e nem condições de pagar um táxi. A universidade disse que preciso dar um jeito de ir para não perder a vaga”, relata a moradora do Jardim Calux. A Prefeitura informou que possui 18 veículos e, em razão da quebra de alguns, que encontram-se na oficina da Secretaria de Serviços Urbanos, o transporte vem sofrendo interrupção há cerca de três semanas. A administração disse que quando o transporte não pode ser realizado, os usuários são avisados por telefone com antecedência. Em Santo André, a dona de casa Áurea Batista de Souza, 52, contou que a filha cadeirante, Isadora, de 10 anos, ainda não foi à escola neste ano. “As aulas começaram dia 3 de fevereiro, e a van não aparece. Têm vezes que ficamos no portão esperando e nada. Hoje (ontem) é que a van apareceu para levá-la no centro neurológico Casa da Esperança para fazer o tratamento.” A Prefeitura alegou que que não ter conhecimento das reclamações desse bairro, mas vai apurar.

Fonte: Diário do Grande ABC

Acredito ser esse um problema em todo o Brasil, temos que levar em consideração a falta de  fisioterapia nos serviços públicos, já é hora de concursos, o número de profissionais fisioterapeutas  está por demais insuficiente  para atender a comunidade.

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