Fisioterapia & Saúde

LOTIF Presidente do CREFITO Faz Apelo em Carta.

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Brasília 10 de novembro de 2010

 Caros Amigos de todo o Brasil,

 Eu Pessoalmente junto com um grupo enorme de profissionais articulados pelo CNS, FENTAS, FEDERAÇÕES, COFFITO, CFP, CFFO e etc, passamos o dia todo no congresso nacional pedindo para os senadores não permitirem que este projeto do Ato Médico entre em urgência. Durante a manhã não conseguimos falar com o presidente do Senado, porém à tarde através do Senador Suplicy, dentro do cafezinho do plenário do senado falamos com o senador Sarney e lhe entregamos os documentos do CNS, Fentas e trabalhadores da saúde contra o ato médico! Ele nos relatou que só entra em urgência, devido à polêmica do projeto, se for decidido em plenário!

Falamos também e entregamos os documentos de repudio em todos os principais gabinetes de senadores e também ao relator atual do projeto o senador Ant. Carlos Valadares, que nos disse que vai entregar seu relatório e que dará encaminhamento ao projeto ainda este ano!

Devemos fazer um trabalho mais PESADO URGENTE CONTRA O ATO MÉDICO  no senado federal para que ele não vá para o plenário para ser pedido à urgência (morar estes dois meses lá dentro!!!!!)!

A estratégia deles agora no senado é rejeitar o projeto da câmara e em urgência refazer o do senado e passar ainda este ano pois senão ele será arquivado definitivamente!

SOMOS CONTRA O REGIME DE URGÊNCIA DO ATO MÉDICO NO SENADO!!!

Vamos todos amigos agir e lutar!!! Voltemos às ruas!!!! Voltemos a nossa caminhada da saúde a Brasília contra o ato médico!!!!! 

 CONTACTE O SEU SENADOR E O SENSIBILIZE

         – No Ceará são os Senadores Inácio Arruda, Patrícia Sabóia e Tasso Jereissati.

         – No Piauí são os senadores Mão Santa, Heráclito Fortes e João Claudino!

            Não importa se ele não se reelegeu, pois ele ainda é senador até o fim do ano! Sugira que ele saia com mais esta defesa e proteção à saúde da população brasileira! DIGA NÃO AO ATO MÉDICO!!! Se você não conhece o senador mande um e-mail contra para o seu gabinete do senado é muito simples:

– Ceará –

sarney@senador.gov.br , 

 romero.juca@senador.gov.br

  inacioarruda@senador.gov.br

 patricia@senadora.gov.br

 tasso.jereissati@senador.gov.br

  – Piauí –

heraclito.fortes@senador.gov.br

 maosanta@senador.gov.br

 j.v.claudino@senador.gov.br

CASO ESTE PROJETO NEFASTO NÃO PASSE ESTE ANO ELE SERÁ ARQUIVADO POR CADUCAR SE ARRASTANDO POR DUAS LEGISLATURAS SEM PASSAR!!!!!

   Um Forte abraço

Dr. Ricardo Lotif Araújo

Presidente do CREFITO-6 Ceará e Piauí

Membro da Comissão Parlamentar do COFFITO – CAP

5 Comentários

  • aline vasques disse:

    Lotif, parabens pela iniciativa. Cabe agora a todos nos, profissionais de saude comprometidos com a etica e a competencia no atendimento, lutarmos por isso e divulgarmos o absurdo que consta no conteudo desse ato. Parabens e conto conosco!!

  • O ano termina com algumas notícias auspiciosas para a área da saúde, algo raro neste país em que as prioridades dos governantes não são exatamente as mesmas da sociedade. O ideal seria que pudéssemos comemorar um robusto incremento de recursos no orçamento da saúde para 2010, a aprovação da Emenda 29 sem ter a reboque mais um tributo, remuneração justa e um plano de carreira para os médicos do SUS. Por enquanto, só podemos sonhar com isso.
    Mesmo assim, há uma conquista que merece ser saudada e festejada, quem sabe até com direito a um brinde de champanhe na virada do ano: é a aprovação da Lei do Ato Médico pela Câmara Federal, depois de exaustivos sete anos de muito trabalho, muita mobilização da classe médica.
    Mobilização que se fez necessária, porque as demais profissões da saúde se uniram contra um anseio legítimo e inalienável dos médicos: ter a sua profissão regulamentada.

    Agora, mesmo com a aprovação do projeto que foi amplamente debatido até que se chegasse a um consenso, voltamos a enfrentar a resistência de quem já conseguiu regulamentar sua atividade profissional há muito tempo. Uma reação injustificável, porque o PL 7703/06 apenas assegura as prerrogativas do médico, sem interferir nos atos já consolidados dos outros profissionais do setor.

    A identificação e o tratamento de doenças exigem conhecimentos específicos e preparação que são conferidos apenas pelos cursos de medicina. Todas as demais profissões merecem nosso respeito, mas questionar o direito de a medicina ter sua atividade regulamentada por lei aponta para interesses corporativistas, com resultados prejudiciais à população.

    O projeto não ofende nem pretende se sobrepor às outras profissões da saúde, e isso está muito claro. O Ato Médico é, acima de tudo, um escudo de proteção para a população.

    Todo esse empenho das outras categorias da saúde poderia ser canalizado para uma luta de muito maior importância, esta sim de interesse da sociedade: a regulamentação da Emenda 29, que irá destinar pelo menos R$ 5 bilhões a mais para o Sistema Único de Saúde. Podemos atuar juntos na busca de mais recursos para a saúde. O SUS consome hoje 3,5% do PIB, enquanto os demais países com sistemas de saúde semelhante investem mais de 6% do PIB.

    É exclusivamente com união que poderemos convencer o governo federal a colocar a saúde como prioridade, aumentando seus recursos e melhorando o gerenciamento do sistema. No País, as entidades médicas estão unidas. No Rio Grande do Sul, Cremers, Simers e Amrigs promoveram em novembro o Fórum Pró-SUS da Região Sul. Novas ações conjuntas serão realizadas, sempre em benefício do médico e da população.

    Fonte: Portal CFM

    • Jorge Brandão disse:

      Caro amigo Dr. Henrique da Mota , nos últimos meses temos constatado sua presença em nosso blog, o que mostra seu interesse no trabalho da fisioterapia, mesmo concordando com muitas de suas atitudes e pensamentos, temos rigorosas discordâncias em algumas de suas atitudes,temos ouvidos de alguns pacientes frases do tipo “quando tiver dor o último lugar a procurar deve ser a fisioterapia, passando a dor esse deve ser o único lugar que você deve procurar”, tenho muitas razões para discordar dessa sua atitude, mesmo assim também tenho muitas razões para admirar e respeitar seu trabalho como médico, quanto ao ato médico não tenha dúvida, eu como pessoa e profissional fisioterapeuta a dezesseis anos, Jorge Brandão, desejo o quanto antes a aprovação de leis que venham tornar a medicina cada vez mais eficiente e livre por razões obvias, desde que não impeça ou diminua situações ou razões que venham enfraquecer qualquer que seja as conquistas da fisioterapia ou de outras profissões na área de saúde, dessa forma entendo o nosso presidente do CREFITO 6, Dr. Ricardo Lotif, apoio em sua atitude e admiro, pela primeira vez alguém vem junto a sociedade e fala em nome de muitos que pela história ficaram calados, omissos sem nenhuma defesa, acredito que esse projeto deva ser arquivado ou aprovado desde que ele não tenha nenhuma relação com a ciência da fisioterapia ou com qualquer que seja outra ciência de saúde.

  • Caro Jorge,

    Minhas críticas são fundamentadas pelos seguintes aspectos:

    1. As dores da coluna são intimamente ligadas a um processo inflamatório
    2. Os processos inflamatórios são químicos
    3. Os processos inflamatórios são químicos e possuem uma história natural de programação de princípio-meio-fim, cascata de citocinas, etc, etc..
    4. A fisoterapia, por não ter uma ação química, não seria a melhor indicação para combater um fenômeno de tal natureza
    5. Conclui-se que a fisioterapia não é uma forma inteligente de tratar dores e inflamações, mesmo que exista uma falsa impressão de que os pacientes melhorem por sua realização
    6. Varias são as razões dessa dissonância cognitiva: auto-regressão, efeito placebo, Efeito Hawthorne

    De fato, existe ainda outro raciocínio:

    1. A fisioterapia não pode se ocupar de dores, pois a dores são sintomas.
    2. As dores, que são sintomas, são relacionadas a alguma nosologia
    3. A fisioterapia não é focada em nosologia
    4 Logo, a fisioterapa não pode avaliar uma doença e, desta forma, não pode agir sobre uma dor, pois esta pode ser consequência de uma doença que o fisioterapeuta não pode avaliar

    Vamos em frente:

    1. A função primordial da fisoterapia é a avaliação das funções/disfunções
    2. Dor, doenças, sintomas de doenças, não são campos da fisioterapia
    3. A prática da recuperação funcional é a função da fisioterapia. É a Medicina que se ocupa das doenças, seus sintomas e seus tratamentos.
    4. Sem uma avaliação médica, recorrer à fisioterapia é queimar etapas de um raciocínio que pôe em riscos os portadores de doenças e sintomas que não podem ser esclarecidos pelo profissional fisioterapeuta.

    Logo “quando tiver dor o último lugar a procurar deve ser a fisioterapia, passando a dor esse deve ser o único lugar que você deve procurar”. Leia a frase após esta explicação e você perceberá o sentido real dela. Acho que você leu com um viés politizado e não científicamente. Niguém começa uma boa terapêutica sem um bom diagnóstico nosológico. Quem faz o diagnóstico nosológico? A Medicina, certo? Qual deve ser o primeiro lugar a procurar? A Medicina! Como seguimento de um tratamento que exija uma recuperação funcional é que se procuraria a fisioterapia, não é obvio?

    Na situação em que o paciente já está sem dor, e por conseguinte já está, em tese, em controle inflamatório, ela deve ir ao médico? Não! Deve ser acompanhado por um recuperador de função. Quem é o recuperador funcional? O fisioterapeuta! Captou?

    Poderia passar a noite te dando exemplos, mas dizer que não concorda com meus argumentos sem oferecer os seus não é uma boa técnica argumentativa.

    Quanto ao ato médico, minha opinião é que deveria existir uma maior organização deste caminho sintoma-doença-diagnóstico-terapêutica-recuperação funcional, pois, em nome da autonomia das profissões não-médicas, estão sendo realizados verdadeiros absurdos e charlatanismos que se utilizam da boa-fé das pessoas.

    Estamos aqui para uma discussão científica. Discussão política não é minha preocupação. Se as demais profissões estão prejudicadas pela reorganização de um sistema que se encontra caótico, e isto trará uma sistematização lógica dos atos em benefício das pessoas, entendo seus clamores e a revolta, mas os interesses da população estão muito acima de interesses classistas irrelevantes de um grupo..

    O Ricardo está cumprindo a sua função política, mas em nada ajudando, no sentido real e pragmático, o desenvolvimento de uma saúde mais eficiente.

    Vejo, com certo espanto, a agressividade no discurso politizado de repulsa ao ato médico. Ele é politizado, mas vazio.

    O que deveria estar sendo discutido é a forma de se trabalhar de uma forma interdisciplinar, aproveitando as reais potencialidades de cada profissiional, e não querer fazer aquilo que sua formação não permite, por simples interesses de diversas ordens.

    Eu, como médico, trabalho com a fisioterapia em todos, TODOS, os meus pacientes, e sei da grande importância que ela tem. Sem ela, meu sucesso é pela metade, e eu tenho a sorte de me unir a profissionais da fisioterapia que sabem utilizá-la em toda a sua força, pois não são arremedos de médicos, são excelentes recuperadores, e eu agradeço esta ajuda, pois eu também não posso ser um arremedo de fisioterapeuta, fazendo coisa para as quais não fui treinado.

    Cada um no seu quadrado.

    Argumentar com vocês é sempre um prazer e um dever de cada um de nós

    Aguardo sua resposta.

    Forte abraço a todos,

    Henrique

  • Zé Povinho disse:

    Perfeito Dr. Henrique
    Faço de suas, minhas palavras.

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