Fisioterapia & Saúde

Mulher tem pernas paralisadas por erro em tratamento

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Por : Redação 24 Horas News

A desempregada V.F.K., moradora de Brasnorte (579 km a noroeste de Cuiabá), foi submetida a uma cirurgia de hérnia de disco lombar em março de 2009. A intervenção cirúrgica se deu na cidade de Três Lagoas (MS) e o médico responsável a encaminhou para realização de fisioterapia e prescreveu que não deveria ser utilizado qualquer tipo de eletro-estimulação, o que poderia deixá-la paralisada.

Retornando a Brasnorte, procurou a Secretaria de Saúde para dar início às sessões de fisioterapia com uma profissional do município. Porém, para piorar a situação, o tratamento empregado pela fisioterapeuta, em 18 sessões, foi justamente o proibido pelo médico que realizou a cirurgia na paciente.

A eletro-estimulação e raios infravermelhos causaram lesões graves e agravaram seu quadro clínico, levando-a à dependência de cadeira de rodas, com os membros inferiores paralisados.

Diante da inexistência de tratamento especializado na região, V.F.K. voltou a ser tratada em Três Lagoas, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), onde está sendo assistida por uma equipe multidisciplinar, desde dezembro de 2009.

Sem condições de continuar viajando e se manter na cidade onde o tratamento está sendo fornecido a contento, a família buscou auxílio na Defensoria Pública de Brasnorte.

Após analisar o caso e juntar os documentos necessários, o Defensor Público Leandro Fabris Neto, ajuizou uma ação pedindo que o município de Brasnorte, “custeie todos os meios para que a paciente efetue as viagens necessárias e para que tenha condições de se manter naquela localidade enquanto perdurar o procedimento médico”.

O juiz de Direito Francisco Ney Gaíva deferiu o pedido liminar determinando que a Secretaria Municipal de Saúde custeie passagens e diárias referentes à alimentação e estadia, enquanto perdurar o tratamento. Enfatizou, ainda, que “a presente decisão deve ser cumprida com urgência”, sob pena de multa diária.

De acordo com o Defensor Público, também é cabível indenização pelos danos materiais e morais sofridos, o que será discutido em outra ação.

3 Comentários

  • Wiron c. Lima disse:

    Devem ter ligado-a no 220v….e a luz vermelha era algum tipo de olhar do Ciclope(aquele do X-Men)…isso deve ser alguma coisa De brincadeira…gostaria De ver programa De tto…costuma chegar para mim, queimadura De OC, fraturas…queimadura por IV. Agora paralisia? Manda ver que a cirurgia deixou uma sequela do tamanho do mundo e estourou no Fisioterapeuta!

  • Luis Henrique Cintra disse:

    A notícia vinculada da forma que está escrita com certeza está tentando tirar a responsalidade de quem fez a cirurgia. Acredito que seria ótimo que as entidades de classe se manifestassem, pois em 18 anos de profissão nunca vi que recursos da eletroterpia poderiam causar o dano mencionado.

  • sara disse:

    a noticia esta errada, nada foi comprovado, a paciente so adquiriu o direito de fazer o tratamento no local de destino, a fisioterapeuta nao e responsavel pelo quadro, alias esse quadro ainda nao foi comprovado.

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