Fisioterapia & Saúde

Confirmado: corpo encontrado é da estudante de fisioterapia Giovanna Tenório.

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As evidências se confirmaram: é mesmo da estudante Giovanna Tenório Andrade, 28 anos, o corpo encontrado na tarde desta segunda-feira em um canavial da Fazenda Urucum, zona rural de Rio Largo, na região metropolitana de Maceió.

Giovanna estava desaparecida desde a última quinta-feira (2), por volta do meio-dia, quando saiu do Cesmac em direção ao restaurante Salude, na Rua Tomás Espíndola.

O reconhecimento foi feito por familiares de Giovanna no Instituto Médico Legal (IML) de Maceió, por volta das 19h30.

De acordo com o perito João Gardino, do Instituto de Criminalística (IC), Giovanna sofreu tortura antes de ser morta. Ela apresentava equimoses em partes do corpo, ou seja, foi espancada. A jovem foi morta por estrangulamento, com uma corda de náilon que ainda estava em seu pescoço quando o corpo foi encontrado. Para a perícia, Giovanna foi assassinada por mais de uma pessoa. Quando foi encontrado por trabalhadores rurais – que avisaram a polícia –, o corpo estava enrolado em um lençol e uma toalha. Pelo estado de decomposição, ela deve ter sido morta na mesma quinta-feira em que desapareceu.

A estudante desapareceu no último dia 2, por volta do meio-dia, depois de sair do prédio do Cesmac, na Rua Cônego Machado, no bairro do Farol, onde funciona o curso de Fisioterapia. Segundo a polícia apurou com familiares e colegas de curso, Giovanna Tenório Andrade saiu a pé da faculdade (as câmeras de segurança do Cesmac registraram), e havia avisado que combinara almoçar no restaurante Salude, na Av. Tomás Espíndola, com um amigo conhecido como Beto, chamado carinhosamente de Brigadeiro, que trabalha no restaurante.

Giovanna não chegou ao restaurante e nem retornou ao Cesmac para assistir às aulas da tarde.

No sábado, a família, já em desespero, comunicou o sumiço à polícia. Nesta segunda-feira, o caso foi assumido pela Divisão Anti-Sequestro (DAS) da Delegacia de Investigações Criminais (Deic), que iniciou as investigações.

Colegas de Giovanna na faculdade estavam se preparando, à tarde, para uma panfletagem no Centro e no Farol, com cartazes de “desaparecida” e a foto de Giovanna, quando chegou a notícia de que um corpo parecido com o dela havia sido encontrado. A comoção foi geral.

Suspeita de crime passional

Uma colega de Giovanna Tenório Andrade, que preferiu não ser identificada, revelou ao Tudo na Hora que a vítima tinha um relacionamento amoroso com um estudante do Cesmac identificado apenas como Toni. Ele seria casado e, por conta disso, sua esposa já teria feito ameaças de morte a Giovanna, por celular, sendo a última delas na quarta-feira (1º), véspera do desaparecimento.

 “Ela conheceu esse rapaz em uma festa e ele disse que era solteiro, pelo que ela [Giovanna] contava. Depois ele confeswsou que era casado mas estava se separando. Desde essa época a Giovanna começou a receber ameaças. Pelas informações que tivemos, ele era complicado, se envolvia em confusão. Por isso, sempre a aconselhamos a acabar com o namoro. Ela disse que havia se afastado dele”, relatou a amiga da universitária.

Procurado pela reportagem, o delegado da DAS que iniciou as investigações, Amorim Terceiro, afirmou que ainda não podia se pronunciar sobre essas revelações.

Câmeras, a esperança

Câmeras de segurança são a forma mais provável – e talvez a mais eficiente – para a polícia identificar e procurar os raptores e assassinos de Giovanna Tenório Andrade, 28 anos, estudante de Fisioterapia do Cesmac, que desapareceu na quinta-feira (2), no Farol, e cujo corpo foi encontrado nesta segunda-feira (6), em um canavial em Rio Largo.

Giovanna desapareceu – provavelmente após ser abordada por alguém e entrou em um carro, espontaneamente ou sob ameaça – no trajeto entre o curso que frequentava, na Rua Cônego Machado, e o restaurante Salude, na Rua Tomaz Espíndola, no Farol. O trajeto é curto, de menos de 10 minutos a pé. Em todo o percurso, há estabelecimentos comerciais e agências bancárias – e muitos deles possuem câmeras de segurança instaladas do lado de fora, filmando e gravando de vários ângulos, 24 horas por dia.

Giovanna desapareceu por volta do meio-dia de uma quinta-feira, horário de grande movimento. Provavelmente as câmeras de segurança da região estavam em pleno funcionamento, registrando tudo, em condições de luz favoráveis para clareza das imagens – a quinta-feira foi um dia ensolarado em Maceió.

Muitos casos têm sido desvendados graças às câmeras de segurança – assassinatos, assaltos, roubos e outros. A esperança é que a abordagem a Giovanna tenha sido feita em algum ponto alcançado pelas lentes desses equipamentos

2 Comentários

  • Amanda disse:

    É triste como a violência nessa cidade está pior a cada dia. Pagamos nossos impostos, somos cidadãos de bem e esses safados dos governantes só sabem roubar nossos dinheiros, só entram no poder para enriquecer com o dinheiro do nosso suor!!
    Todo dia se vê assalto, morte…tudo isso por falta de policiamento.
    Não temos mais segurança…até o dia em que os filhos dos políticos morrerem desse mesmo modo, com um tiro na cabeça ou estrangulamento!!
    ONDE ISSO VAI PARARRRR?

  • Max disse:

    O tal Toni é viciado em drogas e sua esposa é doida varrida.. pessoas que moram proximo ao casal sabem muito bem da vida deles….a mulher é descontrolada de ciumes do tal Toni, ja brigou com varias mulheres por causa do Toni.

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