Fora da Ordem

Cearense, cartunista Guabiras estará na CCXP Tour Nordeste

Com colaboração de Amanda Araújo

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O cartunista cearense Carlos Henrique Guabiras estará na CCXP Tour Nordeste – versão recifense da Comic Con Experience. Ele comporá mesa selecionada com Rodrigo Brum, da MAD Magazine e do jornal Tribuna do Norte. A CCXP Tour ocorre de 13 a 16 de abril no Centro de Convenções de Pernambuco.

O público poderá comprar fanzines autorais, prints, canecas e sacolas personalizadas na Artist’s Alley do evento. “A oportunidade é boa porque o evento veio ao Nordeste. Mais perto, mais acessível”, pondera. “É a chance de expandir mais meu trabalho. Vender, divulgar para outras mídias, para outros cartunistas”. Tudo isso o artista já faz pela Internet, “mas a Comic Con é real”.

Guabiras, cartunista e ilustrador do jornal O POVO (Foto: Fábio Lima/O POVO)

Guabiras, cartunista e ilustrador do jornal O POVO (Foto: Fábio Lima/O POVO)

Guabiras, que é chargista do Jornal O POVO, de Fortaleza, há 19 anos, venceu a 33ª edição do Prêmio Angelo Agostini na categoria Melhor Cartunista, como publicado pelo blog nesta quarta-feira. Com trabalhos publicados nas revistas MAD e Tarja Preta, além do jornal norte-americano Extra, ele conquistou o reconhecimento do público na premiação.

Como chegou até aqui? O aprendizado, conta, é no dia a dia. “Tem muita coisa que você aprende de cultura que não tem na faculdade, tem que aprender na marra. Se eu faltar um dia de trabalho deixo de aprender alguma coisa”, afirma. “Na minha infância, era uma TV PB. Quando fiz uns 8 anos, chegou a (TV) colorida  e era fascinante. Quando via desenhos coloridos queria fazer igual”. Para ele, depois que as próprias ideias começam a surgir, o curso de quadrinho é nada mais que a prática.

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Influenciado pelo colega de trabalho Cleyton e outros nomes importantes no gênero como Sinfronio, Mino e Ziraldo, Guabiras gosta de ser conhecido profissionalmente, mas a profissão não é só isso. “Tem gente que ainda acredita que desenho é brincadeira. Tem também orçamento que a gente pega e o povo não quer pagar, mas se você chama um pedreiro, o cara faz sua casa, cobra aquele tanto e você paga”, conta. “Com a caricatura é um choro medonho. Acham que ainda é brincadeira pelo fato de todo mundo desenhar quando criança. Você tem que cobrar pelo que você vale”.

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