Plínio Bortolotti

STF julga exigência de diploma para jornalista na quarta-feira

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Na próxima quarta-feira [10/6/2009], véspera do feriadão de Corpus Christi, o Supremo Tribunal Federal [STF] retoma o julgamento que pode derrubar a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.

A exigência está sem validade desde 2006, quando o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, suspendeu provisoriamente a obrigatoriedade do diploma, até o julgamento definitivio.

A decisão do STF pode encerrar uma discussão iniciada em 2001,  quando a juíza Carla Rister expediu liminar suspendendo a exigência do diploma, atendendo a ação do Ministério Público Federal de São Paulo.

Este é um caso em que a falta de visão das entidades corporativas podem levar àquela situação em que se fica sem mel nem cabaça.

Depois de ter cumprido um papel importante para estabelecer alguns parâmentros para “civilizar a profissão”, como li em algum lugar, estava claro que a regulamentação rígida prevalescente levaria a um beco sem saída.

Os novos tempos exigem nova regulamentação e é esse assunto que deveria mobilizar as entidades classistas. E não para uma luta equivocada – e sem futuro -, pois a realidade se imporá, de um modo ou de outro. “O novo sempre vem”, diria aquele rapaz latino-americano.

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6 Comentários

  • Moacir disse:

    caro Plínio, julgo que o comportamento ético é imperioso em qualquer atividade profissional, isso é uma marca diferenciada para tanto a certificação formal é indiferente, entretanto a realidade nacional de oferta de cursos em profusão juntada á avaliação constante dos referidos cursos e a maior democracia de ingresso de estudantes de baixa renda, seriam po sí dados relevantes a serem considerados, a despeito da grande indústria da informação, sob a égide do lucro, desejarem o contrário, é impensável nos dias de hoje e sob a situação atual dispensar a certificação de nível superior e mais a formação posterior de um orgão de fiscalização nos moldes dos conselhos profissionais, abcs e bom debate

    • Plínio Bortolotti disse:

      Caro Irapuan,
      Defendo que os graduados em qualquer área [Direito, Medicina, Engenharia, Letras, etc.], após uma pós-graduaçao em Jornalismo [especailização, mestrado ou doutorado] adquiram o direito de se registrar como profissional em jornalismo, podendo atuar em qualquer área [repórter, editor, etc.]. Isso, obviamente, mantendo os cursos de Comunicação, que também dariam o direito ao registro, após a conclusão do curso.
      De fato, isso causa uma certa incompreensão, pois simplicam dizendo que sou “contra o diploma”. Pelo contrário, creio que isso valoriza o diploma, pois obrigaria as faculdades específicada de Comunicação a melhorarem seus cursos, caso quisessem se manter no “mercado”.
      Como disse, creio que a exigência do diploma teve um papel importante para profissionalizar a categoria, mas hoje cumpre um papel inverso.

  • Irapuan Diniz de Aguiar disse:

    Plínio,

    Parece-me que, sobre o tema você, em determinado momento, expressou seu ponto de vista contrária a exigência do diploma não tendo sido bem compreendido por alguns de seus colegas, a partir do sindicato da categoria. Estou certo? Você poderia sintetizar sua visão sobre a matéria?

  • Olá, Plínio.
    Suas palavras expressam bem a realidade que vivemos na atualidade.Infelizmente, como vc disse em determinado trecho, não só na área do jornalismo.
    Acredito, no entanto, que outros fatores devem ser levados em conta, além da simples exigência do diploma de jornalista.Será que só tem competência para o jornalismo, quem vai à faculdade? Se sim, e aqueles que têm mais de trinta, quarenta anos de profissão e que são ótimos profissionais,mesmo tendo iniciado seus trabalhos qdo não havia ainda tal exigência? O que fazer com quem conseguiu o registro e já está trabalhando? Uma última pergunta:Será que não existem interesses escusos atrás dessa ‘inocente’ vontade que se mantenha a obrigatoriedade do diploma de jornalista,inclusive para benefício das instituições de curso superior?
    Gde abraço.

  • Lucas Candido disse:

    Não vejo qual benefício traz a falta de exigência do diploma. Aloísio, se alguém quer ser jornalista, que frequente 4 anos de faculdade e se forme. Por que você não chama uma parteira lá do interior do Brasil para realizar o parto de uma criança que venha chegar à sua família? Por que levar a um hospital e procurar um médico? Se hoje se exige diploma é porque foi pensando em melhorar. O diploma não garante que o sujeito seja bom profissional em área nenhuma, mas garante que ele teve condições para ser tornar bom profissional. Não é permitindo a qualquer um exercer a função jornalística que você irá resolver os problemas desta área.

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