Plínio Bortolotti

Os romeiros nunca se cansam

Romeiros em dirção ao Santuário

Romeiros em direção ao Santuário

Na caminhada que fiz hoje de manhã, depois de descer um bom pedaço pela estrada de calçamento, cheguei até o estacionamento onde ficam os ônibus dos romeiros [carros pequenos podem subir até o Santuário]. Estava chegando um do Rio Grande do Norte.

Voltei conversando com uma senhorinha, de Macaíba: o ônibus estava seguindo para Canindé, de São Francisco de Assis; de lá, para Juazeiro, de Padre Cícero. Ela me diz que fizeram uma parada rápida, para conhecer o Santuário, continuariam a viagem logo depois de vê-lo.

A senhorinha diz ter “problemas na coluna” e pressão alta, e me pergunta a distância. Não sei, mas é uma caminha dura, morro acima. Com fé eu chego. Chegou, junto com outra senhora gorda – os mais jovens andavam rapidamente à frente -, que também disse sofrer de pressão alta, “eu tomo sete remédios por dia, mas hoje só tomei um”. Ela sobe vagarosamente, no mesmo ritmo, sem se queixar.

Na volta, desço de carro, encontro a senhora gorda com um neto: paro. “Como é bom dizer o nome de Jesus”, suponho que ela tenha pedido por socorro para terminar o percurso. Mas estamos a poucos metros do estacionamento. Mesmo assim ela sobre no carro com alegria incontida. Assim é fácil ser eu o salvador.

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