
Espedito Seleiro mostra sandália cujo modelo foi criado por lampião
A Fundação Casagrande, em Nova Olinda, é apresentada como uma “escola de gestão e protagonismo juvenil”. Fundada em 1992, atende diretamente 70 crianças e jovens. Os meninos se dividem nos laboratórios de informática, TV, rádio e editora.
A foto mostra Rodrigo apresentando um programa de MPB momento em que chegávamos. A TV também estava em atividades e produz programas que são apresentados no Centro Cultural do BNB, em Juazeiro.
Além das atividades diretas vários programas são abertos à comunidade os computadores gibiteca, CDteca, DVDteca, biblioteca, teatro e cinema. Em 2009 passaram pela casa 32.109 pessoas.
As informações foram repassadas por João Paulo Marôpo, que chegou à Casa Grande aos 9 anos de idade e hoje é seu diretor administrativo.

Rodrigo apresenta programa na rádio da Fundação Casa Grande
Entrando em contato com a Fundação Casagrande é possível hospedar-se em pousadas caseiras, no que chamam de “turismo comunitário”.
Espedito Seleiro
É também em Nova Olinda que mora e trabalha Espedito Seleiro, o artesão que se tornou conhecido em todo o Brasil por fazer as vestes de couro Marcos Palmeira para o filme “O homem que enfrentou o diabo” e por desenhar e confeccionar as sandálias de couro para uma das coleções da Cavalera.
Ao entrarmos, Espedito deixa imediatamente o que está fazendo para uma conversa. Conta histórias do pai – com quem aprendeu o ofício – diz que ele fez peças para Lampião, e mostra uma sandália que, segundo ele, o modelo foi inventado pelo rei do cangaço. A sandália tem o solado quadrado, de modo que não se sabe se o rastro está voltado par frente ou para trás, de modo a confundir perseguidores.
Espedito diz que antes só confeccionava selas e roupas de couro para vaqueiros, conforme fazia o pai. E que foi incentivado por Alemberg Quindins – criador da Fundação Casa Grande – e Violeta Arrais, que foi reitora da Universidade do Cariri [Urca] e secretária da Cultura do Estado, a diversificar a produção. Diz que se demorou a decidir porque “não queria nem ouvir em fazer sandálias e bolsas para mulheres, que a cada hora querem uma coisa diferente”. Mas, hoje, dedica-se quse que exclusivamente a preparar peças originais e únicas. No momento em que chegarmos, ele estava desenhando e recortando uma nova peça.
A dizer que vamos embora, ele exclama: “Já?, fiquem mais” e demora-se um pouco a levantar, esperando que continuemos a prosa.
[Para ler todos os posts sobre o assunto clique abaixo em “Roteiro de férias”.]

Pôr-do-Sol na Chapada do Araripe

Plínio, tenho acompanhado, com uma boa ponta de inveja, interiorano que sou, o seu roteiro de férias. Dos textos que tenho lido, contudo, fica-me uma grande dúvida. Como classificá-los: de tao saborosos, se devem constar como arte de nossa culinária; ou no menu de nossas lendas, contos e causos reais. Outra dúvida: por que esses temas não aparecem em nossa imprensa, ou alguém acha que não haveria sucesso de público ?.
Eunivaldo Pereira
Eunivaldo,
Alguuns desses temas já foram objeto de matérias do jronal, outras não. De qualquer modo, vou levar sua sugestão à Redação do OPOVO.
Agradeço,
Plínio
Prezado jornalista Plínio Bortolotti,
Tenho acompanhado seus passeios pela nossa terra. Você, que nem cearense é (acho), tem prestado com esses posts de suas viagens um grande serviço ao Ceará. Se eu fosse o Secretário de Turismo lhe pediria permissão e os utilizaria como divulgação de nosso Estado.
Obrigado pela parte que me toca como filho adotivo dessa terra maravilhosa.
Nelson Eulálio
UM OLHAR DIFERENTE NOS SERTÕES CEARENSES. FOI ASSIM, MEU CARO PLÍNIO, QUE VÍ SUA PASSAGEM POR NOSSO INTERIOR. SUA PERCEPÇÃO DAS COISAS E DA GENTE CEARENSE, A PARTIR DAS IMAGENS REGISTRADAS, DIZEM MAIS QUE AS PALAVRAS. PESSOALMENTE VIAJEI NO TEMPO E ME VÍ, POR SUAS NARRATIVAS, RETORNANDO AO MEU TEMPO DE CRIANÇA E ADOLESCÊNCIA NA REGIÃO DO ICÓ E ADJACÊNCIAS. PARABÉNS, PLÍNIO, SUAS REPORTAGENS MERECEM, COMO BEM DISSE O EUNIVALDO, SEREM MOSTRADAS DENTRO DE SUA ÓTICA ONDE OS DETALHES ENRIQUECEM OS TEXTOS.
E então Plínio,
Cadê a matéria sobre a situação dos frentistas? Temo que quando ela sair – se sair – a saúde de alguns deles já estará irremediavelmente comprometida.
Caro Nelson,
Fiz a sugestão à Redação.
Plínio
eu adori ddddddddd+++++++++++++++++++++++++
tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente. sou advogado e tentei ” explicar” a morosidade da justiça, haja vista, que o mesmo teria uma disputa judicial sobre uma casa que teria comprado (fica ao lado da sua loja), onde pretender fazer um museu. infelizmente, mais uma vez o judiciário deixa a desejar. ate quando?