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Camilo diz que apurará excessos da PM, mas aponta “infiltrados” em atos

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Camilo afirma que qualquer ação extrapolada será apurada (Foto: Fábio Lima/O POVO)

Camilo afirma que qualquer ação extrapolada será apurada (Foto: Fábio Lima/O POVO)

O governador Camilo Santana (PT) disse nesta quinta-feira, 8, que o governo apurará “ações extrapoladas” da Polícia Militar durante atos de 7 de setembro em Fortaleza. Afirmando que prioridade da PM é a manutenção da “liberdade”, Camilo destacou, no entanto, presença de “infiltrados” no protesto, que pedia saída de Michel Temer (PMDB) da Presidência.

“A informação que recebi foi que a manifestação estava pacífica, mas houve a infiltração de aproximadamente 50 pessoas, que começaram a fazer pichações, quebraram a vidraça de um prédio. Os moradores começaram a ir para o confronto com essas pessoas, inclusive algumas não identificadas”, disse Camilo Santana na manhã desta quinta.

“Esses moradores chamaram o reforço policial, aí que houve o confronto. Qualquer ação que possa ter extrapolado, vamos apurar. Já orientei o secretário”, disse o governador, durante evento que apresentou novo balanço dos indicadores da violência no Estado. “Nossa orientação é pacificação, manter a ordem e que as pessoas tenham liberdade”, diz Camilo.

Protesto foi pacífico, mas acabou em violência

Desdobramento de atos contra Michel Temer em todo o País, protesto em Fortaleza contou com cerca de 15 mil pessoas, segundo a organização.  O evento, que percorreu a Avenida Beira Mar, começou por volta das 16h e terminou de forma pacífica, já às 19h. O confronto foi registrado só às 19h30min, quando boa parte dos manifestantes já havia dispersado.

Nas redes sociais, se multiplicam relatos de excessos. O fotógrafo Gabriel Gonçalves, que trabalhava registrando o ato, foi alvo de um tiro de borracha. Ferido na perna esquerda, o estudante de Direito Rubens Magalhães, 28, afirmou que não houve razão para o início da dispersão e que PMs teriam inclusive quebrado seu celular, onde ele registrava a ação.

A Defensoria Pública do Ceará divulgou nota de repúdio à ação da PM, afirmando que abrirá procedimentos na Controladoria Geral de Disciplina (CGD). Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSPDS) disse que, embora a manifestação tenha transcorrido pacificamente, “cerca de 50 pessoas, provavelmente infiltradas, realizaram atos de vandalismo, pichando e quebrando fachadas”.

Ainda conforme a nota, na dispersão do ato, PMs “utilizaram munição menos letal para dispersar um grupo, após pedras terem sido atiradas em uma viatura” e que “possíveis excessos da PM serão devidamente apurados”.

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