Política

Boulos diz que País vive “hora da virada” e que manifestações crescerão

Coordenador do MTST, Boulos prevê grande adesão a paralisações marcadas para 28 de abril (Foto: Mauri Melo/O POVO)

Coordenador do MTST, Boulos prevê grande adesão a paralisações marcadas para 28 de abril (Foto: Mauri Melo/O POVO)

Coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos avalia que o País vive hoje um “hora de virada” nas mobilizações populares de rua. Em entrevista à Rádio O POVO/CBN, ele afirmou que propostas do governo Temer como da reforma da Previdência devem marcar “novo momento” em manifestações no País.

“O trabalhador nunca teve tantos direitos atacados. Então o que vamos ter agora é um momento de virada, como já se pode ver na queda vertiginosa da avaliação do governo e nas últimas manifestações registradas pelo País. Greve geral de 28 de abril vai deixar isso claro”, afirmou, após participação do programa Debates do Povo.

Segundo Boulos, acúmulo de insatisfação popular pode levar o País a cenário semelhante ao do Paraguai, que vive hoje cenário de protestos e turbulência política. Na última semana, manifestantes incendiaram o Congresso paraguaio em protesto contra a reeleição, aprovada pelos parlamentares do país. Depois das ações, a medida foi revertida.

Papel da esquerda

Guilherme Boulos está em Fortaleza para participar do debate “As Lutas de Classes no Brasil e as Tarefas da Esquerda”. O evento é organizado pela frente Povo Sem Medo Ceará e ocorre às 18h30min desta quinta-feira, no auditório Luiz Gonzaga, do Departamento de Sociologia da UFC.

Sobre o assunto, o coordenador do MTST falou da importância de a esquerda voltar a priorizar os trabalhos de base, buscando trabalhadores e moradores da periferia para o diálogo. Ele destacou papel do PT, ao se aproximar de figuras da “velha política” na estigmatização da esuqerda em momento de crescimento do conservadorismo. “É preciso voltar às bases, reverter isso”, diz.

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