Política

Governo firma contratos de até R$ 306,1 mil para compra de carnes para Palácio

Compra de carnes atende desde eventos oficiais como refeições do governador Camilo Santana (Foto: Fábio Lima/O POVO)

Compra de carnes atende desde eventos oficiais como refeições do governador Camilo Santana (Foto: Fábio Lima/O POVO)

O governo do Estado do Ceará celebrou em abril contratos de até R$ 306,1 mil para compra de carnes de diversos tipos para servir o Palácio da Abolição e a residência oficial do governador Camilo Santana (PT). Publicados no Diário Oficial do Estado, os contratos têm duração de um ano, com média de mais de R$ 25,5 mil por mês.

A carne de maior preferência é a do tipo bovino, que receberá investimento de R$ 93 mil. Depois aparecem os frutos do mar, com contratos de até R$ 77,9 mil, a carne de carneiro, R$ 65,7 mil, a suína, R$ 77,9 mil. A mais barata será a carne de aves, com contratos de R$ 29,5 mil.

Almoço e eventos

Procurada pelo Blog Política, a assessoria de imprensa do governo afirma que os valores não dizem respeito apenas à alimentação da cúpula do governo, servindo também para diversos eventos especiais do Palácio da Abolição. “Como receptivo a autoridades nacionais e internacionais, almoços e jantares, reuniões de trabalho”, diz.

“Além de oferecer as refeições diárias dos secretários, adjuntos e executivos que não têm tempo para realizar seu almoço ou jantar fora do local de trabalho, por conta do excessivo volume de compromissos. Assim como o próprio governador, o chefe de Gabinete, da Casa Civil e outros gestores”, explica o governo.

Gasto pode ser menor

A assessoria destaca ainda que o valor global dos contratos não representa necessariamente o valor que será consumido. “O total contratado serve como lastro para que, com a demanda da rotina da sede do Governo, os produtos sejam consumidos gradualmente até a data limite”, diz, destacando que todo o valor foi fixado em processo licitatório.

Entre 2015 e 2016, por exemplo, contratos previam gasto de até R$ 210,8 mil em produtos do tipo, mas menos da metade do valor, R$ 100,1 mil, foi efetivamente pago. Já entre outubro de 2016 e março de 2017, foram contratados R$ 229,4 mil, sendo consumidos apenas cerca de um quinto desse valor, R$ 45,8 mil.

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