Política

PMDB do Ceará recua e arquiva processo contra três deputados

Eunício teria pedido arquivamento dos processos (Foto: Julio Caesar / O POVO)

Menos de duas semanas depois de abrir processo contra os deputados estaduais Agenor Neto, Audic Mota e Dra Silvana, o PMDB do Ceará voltou atrás e arquivou a ação. Na manhã desta quinta-feira, 30, os parlamentares receberam ofício do partido comunicando tornando sem efeito a comunicação anterior de que estariam sendo processados.

Recuo teria acontecido por pedido do presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB), segundo os parlamentares. Eles foram processados porque votaram a favor da extinção do Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará (TCM).

“O deputado Danniel Oliveira (PMDB) me chamou e disse que o Eunício pediu para arquivar o processo porque não via nada contra nós”, conta Silvana. Audic também relatou que foi informado da decisão pelo colega de bancada.

“Eu atribuo (o recuo) ao bom senso se saber que o que estava sendo feito não tinha pé  nem cabeça e só prejudicava a imagem do partido. (…) O Eunício certamente verificou que era uma ação desproporcional à história do partido e fez isso sem que houvesse nenhum pedido”, completa Audic.

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Ambos afirmam que não conversaram com o senador nem com o presidente interino da sigla Gaudêncio Lucena. “Eu não esperava essa atitude dele (Eunício), me surpreendeu. Eu ia partir para a guerra, ia subir na tribuna todos os dias contra isso, mas com essa atitude eu não tenho mais do que reclamar, só tenho de reconhecer que ele teve uma atitude que apazigua, inclusive, a minha liderança. Eu entendi como uma bandeira branca”, afirma Silvana.

Em viagem, o deputado Agenor Neto também não atendeu os telefonemas, mas informou, por meio de assessoria de imprensa, que recebeu o ofício do PMDB, assinado pela relatora do processo na Comissão de Ética da legenda.

PMDB

Nem Gaudêncio, nem Eunício se manifestaram pessoalmente sobre o caso. Por meio de nota, o partido informou que, “seguindo decisão adotada pelo PMDB Nacional, de arquivar qualquer representação na comissão de ética contra os deputados federais que votaram em desacordo com a orientação da executiva nacional do partido”, resolveu, “respeitando o princípio de isonomia no tratamento de filiados, extinguir os processos disciplinares em desfavor de alguns deputados integrantes da sua bancada estadual”.

Punido pelo PMDB Nacional com suspensão após votar pela abertura da denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), o deputado federal Vitor Valim (PMDB) negou ter recebido qualquer notificação da legenda sobre arquivamento do seu caso. “Estou em Brasília e não tem nada disso, não. Não chegou nada oficialmente para mim nem sinalizaram que iam fazer isso”, disse.

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