Política

Candidatos gastam mais com material gráfico do que com redes sociais

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponibiliza prestação de contas dos candidatos (Foto: Agência Brasil)

Dos seis candidatos ao Governo do Ceará, apenas dois informaram gastos até agora com impulsionamento de conteúdo nas redes sociais: Ailton Lopes, do Psol, e General Theophilo, do PSDB.

Nas primeiras eleições em que a internet está regulamentada como ferramenta de divulgação de propaganda política, a maioria dos concorrentes ao Palácio da Abolição concentra as despesas numa modalidade mais tradicional de campanha: adesivos e outros tipos de produtos gráficos.

Candidato à reeleição, o governador Camilo Santana (PT) apresentou receita de R$ 562.941,50 até o momento. Quase dois terços dessa quantia (69,8%) são oriundos de repasse da direção nacional do PT, em recursos do fundo especial para eleições.

Na disputa por novo mandato, o governador confirma ter gasto 95,8% dos seus recursos com material impresso.

Adversário de Camilo, Ailton Lopes (Psol) levantou R$ 97.797,80 – 93,5% por meio de doação da direção estadual do partido e 5,37% obtidos por financiamento coletivo.

Desse total, destinou 96,7% para pagamento de gráfica (publicidade por adesivo) e 0,09% para impulsionamento de conteúdo nas redes.

O tucano General Theophilo (PSDB) registrou repasse de R$ 1,2 milhão do fundo especial feito pelo diretório nacional da legenda.

As principais despesas do candidato estão em duas áreas: produção de programas de rádio, televisão ou vídeo (39%) e transporte/deslocamento (39%).

Do arrecadado, o postulante atestou investimento de R$ 20 mil com impulsionamento de conteúdos na internet. A cifra equivale a 5,2% do valor recebido ao todo.

Candidato do PSTU, Francisco Gonzaga não registrou despesas por enquanto. Ele recebeu doação de R$ 800.

Hélio Gois, do PSL, e Mikaelton Carantino, do PCO, ainda não prestaram contas nem de receitas nem de despesas de suas campanhas ao Governo.

Todas as informações utilizadas nesta reportagem estão disponíveis para consulta pública no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para acessar, clique aqui.

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