Política

Em sabatina, Mauro Filho explica como seria condução da economia em governo de Ciro Gomes

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Mauro Filho respondeu perguntas em sabatina do jornal O Estado de S. Paulo sobre propostas de Ciro Gomes (PDT) na economia (Foto: Mauri Melo / O POVO)

Principal assessor econômico da campanha de Ciro Gomes (PDT), o economista Mauro Filho participou nesta terça-feira, 18, de sabatina promovida pelo jornal O Estado de S. Paulo em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na conversa, Mauro comentou sobre intervenções do Banco Central (BC) no câmbio e da promessa de Ciro de retirar o nome dos endividados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC).

O economista cearense defende que num provável governo pedetista intervenções no câmbio promovidas pelo BC passem por aval de comitê formado. Medida seria similar ao realizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Ainda segundo ele, realizar as reformas tributária e da Previdência serão prioridades.

Mauro Filho ainda afirma na conversa que a promessa de refinanciar as dívidas das pessoas com nome sujo no SPC, chamado de programa “Nome Limpo”, será medida de curto prazo a ser realizada no início do possível governo. Segundo o economista, o plano reativaria a economia brasileira e que “não é caridade”.

A Emenda Constitucional 95, conhecida como “Teto dos Gastos”, foi criticada, uma vez que “não está controlando as despesas” e ainda lembrou que os investimentos públicos são os menores desde 1947.

“Estamos propondo a revisão. Quando o Teto dos Gastos saiu, muitos economistas acharam importante e disseram que iria cortar gastos e dar uma sinalização importante para o mercado. Agora eu pergunto: quanto é que a PEC 95 controla das despesas com pessoal e Previdência? Estes gastos estão subindo, então o governo está cortando investimento público”, disse.

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(Foto: Diego Camelo / O POVO em 15/07/2015)

O assessor econômico de Ciro ainda coloca três pontos como fundamentais para ajustar as finanças públicas e estabilizar a dívida pública: “reduzir gasto tributário, revisando isenções; acabar com a pejotização da economia, que pesa sobre a receita da Previdência e do Imposto de Renda; e o controle rigoroso da despesa”, pontuou.

Sobre a disputa com outros candidatos, Mauro criticou os adversários do ex-governador ao afirmar que eles estariam roubando suas propostas. “Em breve vou evitar falar dessas propostas, porque estão tomando. (Mudança no) imposto de renda de pessoa jurídica, tomaram. SPC (Programa “Nome Limpo”), tomaram. É uma coisa afrontosa”, ironizou.

Ex-chefe da Secretaria da Fazenda do governo Cid Gomes, Mauro trabalhou diretamente com o presidenciável pedetista nas duas vezes em que ele comandou o Executivo: no Governo do Ceará e Prefeitura de Fortaleza, ocupando a Secretaria de Planejamento do Estado e Secretaria de Finanças de Fortaleza, respectivamente. Também foi secretário de Administração do governo de Lúcio Alcântara e, em 2015, assumiu a Secretaria da Fazenda no governo de Camilo Santana (PT).

O jornal O Estado de S. Paulo vem realizando série de sabatinas com os assessores econômicos e coordenadores de campanha dos candidatos à Presidência. Desde agosto, as conversas são realizadas para mostrar as propostas dos candidatos na área.

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