Política

Ciro Gomes vota, não anuncia apoio e diz que campanha para o PT “nunca mais”

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Ciro Gomes após votar

Ciro Gomes votou neste segundo turno e disse que não apoia o PT “nunca mais” (Foto: Fabio Lima/ O POVO)

Ciro Gomes (PDT) votou em Fortaleza no início da tarde deste domingo, 28. Terceiro colocado na disputa presidencial, Ciro estava acompanhado do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, companheiros de partido, na zona eleitoral, na sede da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará. Na sua chegada, afirmou que “nunca mais” realizaria campanha para o PT, rechaçando qualquer apoio a Fernando Haddad (PT). Sobre o resultado do pleito, afirmou que sua posição “será de oposição a quem quer que vença as eleições.”

O presidente do PDT, Carlos Luppi, havia divulgado que o ex-ministro gravaria vídeo, o que gerou expectativa de apoio a Haddad, porém não se concretizou e Ciro afirmou hoje que não estava neutro e que havia “tomado posição desde a primeira hora”. “Não quero é fazer campanha com o PT nunca mais”, resumiu.

“É preciso votar contra intolerância e discriminação, mas qualquer que seja o resultado o Brasil vai entrar num momento gravíssimo de aprofundamento da divisão, do estigma do ódio”, considerou. Na ocasião, Ciro apontou que é necessário criar um “caminho novo” para além da polarização e do ódio. “É necessário restaurar a paz política para que assim a gente possa resolver a equação social e econômica do país”.

“Expondo a necessidade de desarmar essa bomba de ódio, de confrontação que vem destruindo a economia brasileira e atrasando dramaticamente a condição social do povo mais pobre do país. Portanto, a minha posição é a mesma de antes. Se eu quisesse aderir a uma ou a outra força, eu teria feito antes. Eu atravessei esse quadro todo por que acredito que o Brasil precisa desesperadamente desarmar essa bomba”, disse o ex-ministro.

Ciro explicou o que seria a bomba a qual se referiu em seu discurso: “Você elege uma banda do País, a outra em uma oposição rasteira e destrutiva e fazem quatro anos que o Brasil não para pra trabalhar. Ainda de acordo com o pedetista “o medo” e “o debate nacional marcado por esse radicalismo estreito e intolerante”, não são benéficos.

Quando perguntado sobre a campanha e a candidatura em 2022, Ciro afirmou que iria “descansar um pouco”.

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