Política

Mesa da Assembleia diz que não há problema em imitações de armas no gabinete do deputado André Fernandes

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André Fernandes usa réplicas de armas para decorar gabinete na AL-CE. (Foto: Reprodução/Instagram)

Deputados estaduais componentes da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará (AL-CE) reuniram-se durante a manhã desta segunda-feira, 25, para, entre outras pautas, tratar dos presentes com menção a armas de fogo recebidos pelo deputado André Fernandes (PSL) na última sexta-feira, 22. Os objetos decoram o gabinete do parlamentar.

O saldo da reunião favoreceu o pesselista, segundo o 1º secretário da Casa, deputado Evandro Leitão (PDT) disse em coletiva. “Verificamos que se trata de um quadro em 3D de uma arma, portanto não ferindo o Regimento Interno, que tange o seu artigo 366, onde proíbe o porte e a posse de arma aqui dentro. Como não está infringindo, é situação individual e pessoal do parlamentar”.

O artigo ao qual o pedetista se refere diz que “excetuando-se os responsáveis pela segurança, é proibida a entrada ou permanência em quaisquer das dependências internas e externas da Assembleia Legislativa de pessoas armadas, constituindo infração disciplinar o cometimento da conduta vedada por Deputado ou servidor do Poder”.

Além de Leitão e Sarto, participaram da reunião o 1º vice-presidente da Casa, Fernando Santana (PT),a 2ª secretária Aderlânia Noronha (Solidariedade), e Patrícia Aguiar (PSD), que ocupa a 3ª secretaria.  A convite de Sarto, os deputados do PSL também presenciaram parte da reunião. Além de Fernandes, a bancada do partido é composta pelo deputado Delegado Cavalcante.

Em nota, a assessoria da Presidência da AL-CE diz que Fernandes foi ouvido pelos deputados da Mesa. Na oportunidade, esclareceu que os objetos não são armas nem réplicas, mas quadros decorativos, feitos de resina.  “Os integrantes da Mesa Diretora, presentes à reunião, deliberaram que o fato não contraria o Regimento Interno”, pontuou o comunicado.

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1 comentário

  • Mas é claro que nada vai acontecer. Este deputado vai fazer o quiser numa Assembleia onde um assessor parlamentar desrespeita mulheres de forma acintosa e nada é feito. Onde uma deputada resolve criar leis que querem provocar perseguição aos professores e onde o próprio deputado supõe que seus pares recebem propina para votar leis. Tudo pode, aliás o deputado em si foi eleito por verborragia e imoralidade. Querem o quê?

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