Política

“Minha posição não é de defesa do ex-presidente Michel Temer”, diz Tasso Jereissati

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Tasso Jereissati ressalta a “isenção” de quem sempre foi oposição ao emedebista (Foto: Julio Caesar/O POVO)

O senador Tasso Jereissati (PSDB) marcou posição em relação à prisão preventiva de Michel Temer (MDB).  Em nota publicada no Facebook, afirmou que não está entre os que defendem o ex-presidente.  Segundo o tucano, a afirmação se dá “com a isenção de quem sempre lhe fez oposição, inclusive tendo sido afastado da Presidência do PSDB por esse motivo”.

Quando criticou a prisão preventiva do emedebista, no início da tarde desta quinta-feira, 21, não encontrava razões para apoiar medida que se justificaria “somente em circunstâncias extraordinárias”.

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“Minha posição portanto, longe de qualquer julgamento sobre a inocência ou culpa do ex-presidente, apenas expressava minha preocupação, a partir da experiência histórica, com o comportamento das instituições diante do já conturbado cenário nacional”, escreveu o senador.

Temer foi preso na manhã desta quinta-feira, em desdobramento da Operação Lava Jato. O juiz Marcelo Bretas, responsável pela operação no Rio de Janeiro, foi o autor dos mandados de prisão. Além dele, foi preso ainda o ex-ministro Moreira Franco, que esteve à frente da Secretaria-Geral da Presidência e de Minas e Energia.

Conforme denúncia do Ministério Público Federal, os dois, além de outros presos, são responsáveis por movimentar R$ 1,8 bilhão, em transações que envolvem órgãos públicos e estatais.

Confira nota na íntegra: 

“Ao contrário do que foi noticiado, minha posição não é de defesa do Ex-Presidente Michel Temer. Com a isenção de quem sempre lhe fez oposição, inclusive tendo sido afastado da Presidência do PSDB por esse motivo, me senti confortável para criticar a decretação da prisão preventiva, pois não encontrava – até o momento – razões para uma medida que somente se justificaria em circunstâncias extraordinárias. Reafirmo que ninguém, sejam acusados ou acusadores, está acima da lei ou de seus ritos.

Minha posição portanto, longe de qualquer julgamento sobre a inocência ou culpa do Ex-Presidente, apenas expressava minha preocupação, a partir da experiência histórica, com o comportamento das instituições diante do já conturbado cenário nacional, e o seu papel na defesa dos direitos do cidadão e da democracia.”

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