Política

Comissão da Câmara aprova projeto que proíbe filmagem de professores em sala

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Evaldo Lima diz que proposta visa garantir liberdade de expressão de professores(Foto: Divulgação)

Foi aprovado agora há pouco em reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Legislação Participativa da Câmara Municipal de Fortaleza projeto de lei que regulamenta a liberdade de cátedra de professores das redes pública e privada da Capital. O projeto ainda será analisado pelo plenário da Casa.

Segundo o autor da proposta, Evaldo Lima (PCdoB), o objetivo da ação é “consagrar o princípio de liberdade de expressão” de professores. Entre as medidas incluídas está a proibição do “uso de equipamentos eletrônicos para fotografar, filmar ou gravar em áudio a atuação do professor em sala de aula, para fins de constrangimento ou violação de direitos”.

Nos últimos anos, a filmagem de professores tem sido advogada por grupos como o Escola Sem Partido, que defende o método como forma de denunciar “doutrinação” ideológica em salas de aula. A proposta segue resolução aprovada ano passado pelo Conselho de Educação do Ceará, que criou medidas de garantia da liberdade de expressão no exercício do magistério no Estado.

“Os atores do processo educacional devem dispor, respeitados os limites constitucionais, de um ambiente escolar que lhes permita a liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a cultura, a arte e o saber”, justifica Evaldo Lima.

A proposta foi articulada em conjunto com o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute) e foi subscrita pelo vereador Guilherme Sampaio (PT). Caso aprovada no plenário, a ação seguirá para sanção ou veto do prefeito Roberto Cláudio (PDT).

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11 Comentários

  • Sonia Freitas disse:

    Mas essa Lei beneficiará a todos os professores ou apenas os professores de esquerda?

  • Wagner disse:

    Essa lei será usada pra proteger professores de esquerda, já se for um professor de direita será uma outra história. Fazer militância de esquerda é direito de cátreda, comentar algo contra a esquerda ou sua militância é doutrinação.

  • Rafael disse:

    Diz o ditado que quem não deve, não teme. O projeto de ‘lei’ demonstra que existe doutrinação. Não haveria necessidade de elaboração de lei se os professores apenas repassassem conteúdo sem fazer lavagem cerebral.

  • Eugênio disse:

    Quem faz o seu trabalho direito, comprometido com a ética profissional, não tem o que temer – inclusive uma câmera.

  • francisco das chagas de maria disse:

    Para a doutrinação não ser prejudicada!!

  • Kika disse:

    Deixa passar, na próxima eleição quem votou roda! O povo tá de olho.

  • Davi disse:

    Concordo, desde que NÃO haja tbm a tentativa de doutrinação ideológica. Não podemos misturar liberdade de expressão do ensino com imposição de ideais partidários.

  • Werner Sorell disse:

    Se tem PCdoB e sindicato na história, com certeza a proposta é lixo puro.

  • Wagner disse:

    O pessoal confunde liberdade de cátreda, liberdade de expressão com doutrinação ideológica. Um professor de determinada disciplina pode fazer trabalhos sobre Marielle Franco e as pautas dela, isso é liberdade de cátreda; outro professor fazer uma semana cultural sobre a independência do Brasil e seus protagonistas é doutrinação. Esse direito será dados a todos, ou somente a professores militantes de esquerda?

  • Ana disse:

    Acredito que independente de esquerda ou direita, quem gosta de gravar as aulas pra revisar depois, vai se prejudicar por conta dessa lei.

  • Elizabeth Rossi disse:

    Isso tudo começou por conta de certos professorzinhos comunistas cretinos que usam a sala de aula como palanque politico da esquerda. CHEGA!! Tem que denunciar quem faz isso sim!! Sala de aula não é lugar de comício de ninguém, principalmente dessa corja comunista!

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