Radar do Comércio

25% do valor sacado do FGTS foram injetados no varejo

Setor de vestuário e calçados mantém-se como principal ramo do comércio varejista. O número equivale a um montante de mais de R$ 10 bilhões

Resultado do levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontou que, entre março e julho deste ano, os saques das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Servilo (FGTS) geraram R$ 10,8 bilhões nas vendas do comércio varejistas do País. As cifras representam 25% do montante sacado no período (R$ 44 bilhões, dado preliminar da Caixa Econômica Federal). Os principais setores influenciados foram vestuário e calçados, supermercados, artigos de uso pessoal e doméstico.

A CNC pondera que, apesar dessa contribuição do FGTS no mercado, a recuperação parcial do varejo em 2017 é parte de um contexto de desaceleração dos preços e melhoria de condições de crédito para o consumidor. Segundo Fábio Bentes, economista-chefe da Confederação, a “ligeira melhora” não se deve apenas aos recursos das contas inativas do FGTS, apesar de gerar considerável contribuição.

O economista explica as percepções do comércio nos últimos meses com base no contexto econômico atual e, segundo o profissional, em maior amplitude. “A ligeira recuperação das vendas insere-se em contexto mais amplo de resgate das condições de consumo caracterizado por quedas sucessivas dos preços médios praticados por alguns segmentos do varejo, além do recuo no valor das prestações nas operações de crédito voltadas para as pessoas físicas”, afirma Bentes.

Setor de vestuário recebeu R$ 4,1 bilhões do saques do FGTS.
(Foto: Banco de Dados O POVO/Diego Camelo, em 15 de julho de 2015)

PRODUTOS LÍDERES

Entre os principais itens de consumo, vestuário e calçados se destacam com aumento significativo ao mesmo período pesquisado no ano anterior. Se comparado o primeiro semestre de 2016 e 2017, o setor obteve aumento de 0,3%, seguindo como o de maior lucro entre os dez ramos do varejo.

Outro setor em evidência é o ramo de lojas de móveis e eletrodomésticos, que aumentou 5,9% no primeiro semestre deste ano – uma equiparação entre primeiro trimestre deste ano e o do anterior mostra queda de -0,1% no segmento. Entretanto, com aumento de +8,8% entre abril e junho, o setor teve maior alta desde 2013.

O setor de  vestuário e calçados, recebeu R$ 4,1 bilhões  dos saques. Em segundo lugar estão os hipermercados e supermercados com R$ 2,8 bilhões, em seguida os artigos de uso pessoal e doméstico atingiram R$ 1,3 bilhão. Por fim, móveis e eletrodomésticos  R$ 1,2 bilhão.

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