Segunda chance, segundo dia ouvindo “Sábado” – novo álbum de Cícero. O cantor lançou o seu mais recente trabalho no último dia 31, não por mera coincidência, ser um sábado. Após 2 anos do brilhante e premiado disco “Canções de Apartamento” de 2011, Cícero chega com um trabalho sem querer fazer barulho, mesmo com grandes participações como Marcelo Camelo, Silva e Bruno Schulz como anunciado previamente.
É tão estranho, pra não dizer frustrante quando um cantor lança um trabalho totalmente diferente do seu último e badalado álbum, que leva um tempo para o fã se adaptar, até pra quem gosta de melancolia como é o meu caso. Considero Sábado morno, bem “mesmo” do que “mais”.
“Final de tarde, entre 17h30 e 18h, que não é nem barro nem tijolo, nem alegre nem triste, nem começo nem fim de nada”. Cícero sobre Sábado
Impossivel não comparar com o trabalho anterior, impossível não ter criado grande expectativa do lançamento do mais recente. Enquanto “Canções de Apartamento” era pessoal, mas alegre, “Sábado” é solitário e chato.
Poucos são os que sabem brincar com a melancolia, como Renato Russo, Marcelo Camelo, Thiago Pethit e Thom Yorke do Radiohead.
Minha pouca simpatia por Sábado não é culpa dos arranjos, nem da melodia, é principalmente as letras. Não sei se a música mudou ou se estou na mesma, nada me impactou. Infelizmente nenhuma música me fez voltar pro inicio pra ouvi-la novamente.
“Sábado” (está gratuitamente para download no http://www.cicero.net.br/).
Lamento, apenas lamento por mim! Mas Sábado bem que podia ser um dia mais alegre!



