Desde que não se pode conceber sobre a terra emprego mais relevante que o serviço de Deus; se o menor servidor de Deus é mais rico, mais poderoso e mais nobre que todos os reis e imperadores da terra que não sejam também servidores de Deus, quais serão as riquezas, o poder e a dignidade do fiel e perfeito servidor que se tiver devotado ao serviço divino, tão inteiramente e sem reserva quanto for capaz!? Assim será um fiel e amoroso escravo de Jesus e Maria, que, pelas mãos de Maria Santíssima, se entregar inteiramente ao serviço deste Rei dos reis, e que não reservar nada para si: nem todo o ouro da terra e as belezas do céu o podem pagar.
[S. Luís Maria Grignion de Montfort. Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem. 41ª. ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2012, p. 133.]
Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as suas graças e chamou-as Maria.
[S. Luís Maria Grignion de Montfort. Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem. 41ª. ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2012, p. 32.]
Mãe admirável, apresentai-me ao vosso amado Filho como seu eterno escravo, a fim de que, tendo-me ele resgatado por meio de vós, também por vós me receba.
Mãe de misericórdia, concedei-me a graça de obter a verdadeira Sabedoria de Deus, e ponde-me para isto entre os que amais, instruís, dirigis, alimentais e protegeis como filhos e escravos vossos.
Virgem fiel, tornai-me em todas as coisas tão perfeito discípulo, imitador e escravo da Sabedoria encarnada, Jesus Cristo, vosso Filho, que eu chegue, por vossa intercessão e a exemplo vosso, à plenitude de sua idade na terra e de sua glória no céu.
São Luiz Maria Grignion de Montfort
[Gabriel de Sta. Mª Madalena, O.C.D. Intimidade Divina. – 5ª. ed. – Revisão: Silvana Cobucci e Paulo César de Oliveira. São Paulo: Loyola, 2010, p. 393.]
Não é mais no presépio que nos aparece o Corpo de Cristo, mas sobre o altar. Não é mais nas mãos de uma pobre mulher. Olhai: o sacerdote o tem, e este corpo não somente o vedes, mas o tocais; não somente o tocais, mas o comeis e o levais para a vossa casa.
Aquilo que temos sob os olhos (no altar) não é obra da potência humana. Aquele que vistes atuar na última ceia opera ainda sobre nossos altares; somos apenas seus ministros; é ele que sacrifica e que transforma.
São João Crisóstomo
[São João Crisóstomo. Hom. 21. Em: Sgarbossa, Mario. Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente: com uma antologia de escritos espirituais. Tradução Armando Braio Ara. – São Paulo: Paulinas, 2003, p. 492.]
Quem não ousar fixar o olhar em Jesus, o Homem-Deus, que pela divindade está infinitamente acima dos homens, tem junto de si Maria, Mãe de Deus e nossa; criatura privilegiada, mas simples criatura como nós e mais acessível à nossa pequenez.
A Bem-Aventurada Virgem, “invocada na Igreja com os títulos de Advogada, Auxiliadora, Protetora, Medianeira” (LG 62), vem ao nosso encontro para nos conduzir ao Filho, para nos facilitar o caminho da santidade, introduzindo-nos no segredo da própria vida interior e tornar-se, assim, depois de Jesus e subordinadamente a ele, o caminho, o modelo e a norma de nossa vida.
Gabriel de Sta. Maria Madalena
[Gabriel de Sta. Mª Madalena, O.C.D. Intimidade Divina. – 5ª. ed. – Revisão: Silvana Cobucci e Paulo César de Oliveira. São Paulo: Loyola, 2010, p. 360.]
Jesus Cristo é palavra em que o termo Messias (Cristo) passou a formar componente essencial. Isto corresponde à realidade de sua pessoa e missão. O evangelho de João resume todo o seu objetivo com estas palavras: “Estas coisas foram escritas para que creiais que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20,31). A qualidade de Jesus como Messias, junto com a de Filho de Deus, são a afirmação central do NT. Os relatos do Batismo, da profissão de fé de Pedro e da Transfiguração, bem como a entrada triunfal em Jerusalém e a confissão diante do Sinédrio formam impressionante conjunto que mostram a centralidade desta concepção.
Estes textos que, juntamente com os milagres e com o relato da Paixão-Ressurreição, constituem o núcleo da catequese pré-sinótica são, como Evangelho, o anúncio da pessoa de Jesus e de sua obra salvadora, isto é, de sua messianidade.
Cada evangelista, como veremos em seguida, aborda dentro de sua própria perspectiva este evangelho, porém todos coincidem na afirmação fundamental: Jesus é o Messias, o Filho de Deus.
[Domingo Muñoz León, verbete: Jesus Cristo. Em: Dicionário teológico: o Deus cristão. Dirigido por Xabier Pikaza e Nereo Silanes; tradução I.F.L. Ferrreira, Honório Dalboso e equipe. – São Paulo: Paulus, 1988, p. 476. – (Série dicionários)]
Vivo em uma espécie de fornalha de afetos, amores, desejos, invenções, criações e delírios. Sou incapaz de descrever minha vida por meio de fatos porque o êxtase não está nos fatos – no que acontece ou no que faço -, mas no sentimento que desperta em mim e no que se cria a partir de tudo isso… Quer dizer, eu vivo ao mesmo tempo em uma realidade física e metafísica…
[Nin, Anaïs. Fogo: de um diário amoroso: o diário completo de Anais Nïn, 1934-1937 / Anais Nïn; com introdução de Rupert Pole e notas biográficas e anotações de Gunther Stuhlmann; tradução de Guilkherme da Silva Braga. – Porto Alegre, RS: L&PM, 2011. Citado por Rupert Pole na Introdução, p. 9.]
Em razão desta nova consciência falamos do princípio Terra. Ele funda uma nova radicalidade. Cada saber, cada instituição, cada tradição espiritual e religiosa e cada pessoa deve fazer essa pergunta: que faço eu para preservar a pátria comum, a Terra, e garantir que ela tenha futuro, já que há 13,7 bilhões de anos está sendo construída e merece continuar a existir? Em que colaboro para que a Humanidade possa continuar a viver, a se desenvolver e realizar seu projeto planetário? Está aí o sentido de nosso trabalho: Opção-Terra.
Leonardo Boff
[Boff, Leonardo. A opção-Terra: a solução para a Terra não cai do céu. – Rio de Janeiro: Record, 2009, p. 13.]
Woody Allen, recordando a sua carreira universitária: “Fui expulso da Universidade de Nova York no primeiro ano por colar no exame de metafísica. Devo ter dado uma espiada para dentro da alma do rapaz sentado a meu lado”.
[Seleções do Reader’s Digest. Tomo XX, Nº 116 – Janeiro de 1981, p. 91.]
Quando pensamos sobre o fosso entre a informação bruta e sua vida numênica na tela – algo que tento evitar, porque é uma reflexão sombria e difícil, bastante parecida com a contemplação da idade do universo -, toda a sensação tem um quê estranhamente religioso, como quando a mente busca uma metáfora vibrante (e conveniente) para a verdade maior que jaz além. As catedrais, lembremos, eram “infinidade imaginada”, o céu transposto para a escala humana. A mente medieval não era capaz de apreender a plena infinidade do sagrado, mas podia subjugar a si mesma diante dos campanários majestáticos de Chartres ou Saint-Sulpice. A interface oferece uma visão de esguelha comparável da infosfera, um ato de semi-revelação e semi-ocultamento. Ela torna a informação assimilável por nós ao encobrir a maior parte dela – pela simples razão de que “a maior parte dela” é multitudinária demais para ser imaginada num único pensamento.
[Johnson, Steven. Cultura da interface: como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar. Tradução, Maria Luísa X. de A. Borges; revisão técnica, Paulo Vaz. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2001, p. 172.]
