Ancoradouro

A situação vergonhosa da política brasileira

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O  Brasil passa por mais uma difícil etapa em sua história política. Os escândalos se multiplicam deixando uma lista diminuta de pessoas idôneas no desempenho de sua função pública. As fraudes, falcatruas, manobras escusas de administração são exibidas nos noticiários continuamente deixando pouco ou  quase nada de tempo para se falar dos políticos honestos.

Tudo pode ser visto pela TV, a do senado. Ela deveria ser uma ferramenta de transparência, mas o simples fatos de transmitir as sessões cheias de desafetos e atos mal educados não garantem em nada o exercício da transparência, apenas revela o delicado quadro político que nos governa.

Acusados e acusadores trocam farpas, cada um defendendo seu próprio interesse. Quem assiste ao vergonhoso espetáculo tem a árdua tarefa de emitir seu juízo pessoal, formar uma opinião madura, equilibrada, livre de parcialidades descomedidas.

Os políticos acusados sabem muito bem se são inocentes ou dignos das sanções de colegas e da lei. Claro, a defesa de cada um já é bem conhecida por todos. E para falar a verdade, o desenrolar de tudo isso lembra bastante um jogo de cartas marcadas.

É. Parece que estamos no mato sem cachorro; sem faca e sem queijo nas mãos, apenas um desejo, o de que tudo mude.  O  horizonte não é promissor. Contudo poderíamos  apurar mais nosso senso crítico. Poderíamos nos preocupar mais com a crise no senado do que com as querelas dos reality show, com as novelas, com os salários milionários de artistas e jogadores.

Ainda não chegamos ao ponto da maturidade social; na chamada união que faz a força. Ao se tratar de política sempre se fica na retaguarda, uns porque temem desprender o rabo preso, outros por terem uma aliança ao comodismo ou ainda ao fato de se ter uma profunda lealdade à realidade daqueles que ocupam um cargo idealizado para nós ou para os nossos. Quem sabe na próxima política obteremos uma “boquinha”, corre-se o terrível risco de pensar.

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