Ancoradouro

O Homem Como Medida de Todas as Coisas

A sociedade atual vive sob a égide do relativismo prático que está entranhado nas correntes filosóficas, na mentalidade hodierna e conseguiu penetrar a esfera religiosa.

Os conceitos de verdade, absoluto, bondade, beleza são postos em relatividade ao gosto de cada um. Sendo assim, os princípios e valores que abalizam estes conceitos estão comprometidos. Logo, a sociedade corre um sério risco ao rejeitar seus fundamentos societais.

Considero o crescimento da violência como fruto do relativismo moral. Perde-se a noção de eternidade e de transcedência do homem. Subtraídos estes substratos fundamentais na compreensão da pessoa nos colocamos diante de um ser qualquer cuja a inexistência pode ser considerada tão boa quanto a existência, ou simplesmente, irrelevante.

A honestidade também é posta em cheque. Critica-se muito os políticos ladrões, mas se escuta a boca miúda no meio daqueles que gritam crucifica-o que se ganhassem fariam o mesmo. O famigerado jeitinho brasileiro nada mais é que uma senha para a entrada no submundo da desonestidade. Desde criança se é ensinado a levar vantagem e a trapacear. É rara a escola que mantenha em seu projeto pedagógico o ensino dos bons costumes. O aluno não passa de um número que pode estrelar na próxima campanha de marketing, caso passe no vestibular.

O relativismo prático é voraz, tenebroso, impiedoso. Na esfera religiosa já encontrou alojamento.  Acabei de ler sobre uma igreja – dita – evangélica que permite a união, chamada de casamento, de pares gays. Protágoras de Abdera   (IV a.c) tem sua frase ecoada no presente século, ‘o homem é a medida de todas as coisas’. Acho lamentável.

Já me deparei com coisas piores como a igreja que tem em seu ensinamento a pornografia, inclusive no nome. Teólogos ateus, religiosos que não comungam com o ensinamento da Igreja, pessoas que tratam sua fé como mercadoria negociando-a com mercenários que em vestes de cordeiro e coração ladino abocanham suas vítimas.

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