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Chalita e Crivella: Duas faces da mesma moeda

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A candidata não se deu conta do momento da persignação

A imagem acima  mostra o momento do início da Celebração Eucarística na Basílica de Aparecida. Os mais de quinze mil devotos presentes fazem o sinal da cruz enquanto a candidata à Presidência da República Dilma Rousseff do PT nem se da conta do rito mostrando que não é mesmo seu costume ir à missa. Ao seu lado direito está o seu personal training spiritual Gabriel Chalita. Diante do ‘mico’, Chalita cutuca Dilma e esta logo em seguida persigna-se ora num rito católico ocidental noutro meio oriental. A imagem de baixo é a sequência do acontecimento mostrado na imagem anterior, uma completa desarmonia de Rousseff com a assembléia. Seria só nisso a discordância entre candidata e fieis católicos? Pelo visto, não, tanto que o recém convertido ao socialism0 e coroinha da campanha de Dilma  -Gabriel Chalita –  virou figurinha carimbada em suas aparições religiosas no meio católico.

Depois de orientada pelo Training Gog Chalita, Dilma traça o sinal da cruz sobre si

O episódio em Aparecida foi dia onze, dois dias depois Dilma foi acender vela para os evangélicos e quem fez as vezes foi o bispo Marcelo Crivella, sobrinho de Edir Macedo, dono da Universar e da Rede Record, e que já declarou voto à candidata do partido rubro e conclamou seus seguidores a fazerm o mesmo. Macedo, Crivella  e PT comungam das mesmas opinões acerca do aborto, diferente dos demais evangélicos, por isso o tom do discurso de Dilma passou por mais uma metamorfose, assinou inclusive – contrariando feministas de carteirinha – uma carta na qual promete  vetar temas polêmicos como aborto e casamento homossexual caso o Senado aprove.

Sobrinho de Edir Macedo faz parte da campanha de "conervsão" de Dilma

Na mesma tarde de ontem o pastor Silas Malafaia em programa de televisão foi enfático ao dizer que os evangélicos não caem no discurso de candidatos que estão mudando o posicionamento em relação ao aborto apenas com o desejo de conseguir votos do segmento. Vale ressaltar que a igreja Universal não é bem vista entre os próprios evangélicos. Pelo visto a ala conservadora dos protestantes continuará apoiando o oponente de dilma como o pastor Malafaia.

Enquanto isso Chalita e Crivella vão tecendo até o dia 31 de outubro estratégias para promover a candidatura de Dilma no meio religioso, cada um com seu séquito, com sua linha de ação, sob orientação dos marqueteiros, claro. O verniz cristão nas falas de ambos não é poupado. O fato apenas constata que os dois figuraças são duas faces de uma mesma moeda.

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