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Papa Francisco visita Varginha no terceiro dia da Jornada Mundial da Juventude

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E pede a todos “ajuda para acabar com tantas injustiças sociais”

favelaA passagem do Papa Francisco pela comunidade de Varginha, na manhã desta quinta-feira, 25, foi um chamado para que todos trabalhem por um mundo mais justo e solidário. O pontífice foi recebido por milhares de peregrinos jovens, idosos e crianças que acompanharam a sua caminhada pelas ruas.

De um terraço no campo de futebol, Papa Francisco fez seu pronunciamento, destacando a importância da contribuição de todos para uma mudança positiva: “Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais!”.

“Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que frequentemente regula a nossa sociedade, aquela que constroi e conduz a um mundo mais habitável, mas sim a cultura da solidariedade”, enfatizou.

Em vários momentos de seu pontificado, o Papa já havia sinalizado importância de dividir o que se tem com os pobres. No discurso em Varginha, afirmou que “quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo – não ficamos mais pobres, mas enriquecemos”.

O primeiro local visitado pelo pontífice foi a Igreja de São Jerônimo Emiliani, patrono dos órfãos e jovens abandonados, onde recebeu, do pároco da comunidade, padre Márcio Queiroz, um quadro do escudo episcopal do Papa Francisco, feito pelas pessoas do local com produtos reciclados. Durante a visita, ele recebeu também uma faixa do San Lorenzo, time para o qual torce. No caminho, foi saudado pelos moradores.

Como fazia em seus anos de episcopado como Cardeal Bergoglio, o Papa visitou a casa de uma família. “O meu desejo era poder visitar todos os bairros deste país. Queria bater em cada porta, dizer “bom dia”, pedir um copo de água fresca, beber um cafezinho, falar com amigos de casa, ouvir o coração de cada um, dos pais, dos filhos, dos avós. Mas o Brasil é tão grande! Não é possível bater em todas as portas”.

Na sequência, Papa Francisco foi até a Catedral do Rio de Janeiro para o encontro com os peregrinos argentinos da Jornada Mundial da Juventude.