Ancoradouro

"A missão primeira (do candidato a padre) é ser homem", diz sacerdote.

Uma característica da Igreja Católica é a sua capacidade de adaptação às novidades de cada tempo sem perder seu conteúdo essencial. Ninguém pode discordar disso, prova maior é sua duração bimilenar, com profundas raízes na origem. 

Ancoradouro - padres

Quando algo começa a falir vem um sopro novo de vitalidade. As lufadas atuais acontecem também na formação dos novos padres. A aceitação de pessoas com personalidade duvidosa e pouco rigor na seleção desencadeou  problemas que prejudicaram a própria instituição.

Bento XVI, o papa emérito começou uma verdadeira reforma nos seminários que tem continuidade com o Papa Francisco.

No início do ano, em Aparecida (SP), o cardeal Claudio Hummes relembrou as palvras as palavras do Papa Francisco durante o encontro de formação presbiteral. “Tudo isso são grandes interpelações para a formação de nossos seminaristas. O papa ensina a sermos pastores. Ensina com seu exemplo e sua palavra”, disse.

A reflexão final do cardeal, amigo de Francisco, foi contundente: “Como formar o seminarista para que não aspire a uma vida cômoda, tranquila, na futura casa paroquial, não busque o dinheiro, a boa comida, o luxo, não queira ter o melhor carro, não veja os paramentos como enfeite do padre, mas como símbolo religioso e por isso evite paramentos esplendorosos, cheios de bijuterias, de brilhos, de rendas?”.

Em fevereiro foi a vez de  70 sacerdotes oriundos de várias partes do mundo participarem da  III Semana de Estudos para Formadores de Seminários que foi realizado na Pontifícia Universidade da Santa Cruz em Roma, Itália. O tema foi  “a formação humana dos candidatos ao sacerdócio”.

“A missão primeira (do candidato) é ser homem, depois cristão e depois sacerdote. O sacerdote não é somente espírito”, disse padre Philip Goyret, do Centro de Formação Sacerdotal da Pontifícia Universidade da Santa Cruz.

O sacerdote ainda explicou que a formação se inicia no seminário mas prossegue por toda a vida do sacerdote:

“Esse é um trabalho de crescimento, amadurecimento para toda a vida. Mas a gente também espera que o seminário seja um tempo forte de amadurecimento nessas virtudes humanas mínimas. E, de uma forma mínima, para que o futuro sacerdote e o sacerdote, desde o momento da sua ordenação, possa lidar com tranquilidade com as questões que ele irá debater e encontrar ao longo da vida sacerdotal”.

Com informações dos portais: Aleteia e CNBB. 

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