Artesanato da Mente

Uma lição de Albert Einstein para superar queixas e ressentimentos

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O genial físico do século XX Albert Einstein nasceu no dia 14 de março de 1879. Estou publicando esse texto exatamente no dia do seu aniversário. Sou fã desse senhor que revolucionou a Física, mas que bem além dos cálculos e números, ele tinha muita sabedoria e escreveu textos bastante reflexivos, com teor filosófico, político, sociológico, educacional etc.

Lendo o seu livro intitulado “Como vejo o mundo”, determinado trecho que me fez refletir bastante e ajudou na inspiração desse texto que você lê agora.

Ele apresenta uma resposta para um manuscrito que recebeu de uma professora que passou muitos anos tendo sérias dificuldades de convívio com seus colegas de profissão. Seu manuscrito é repleto de lamentações e queixas em relação a como os outros viam sua forma de ser e de se comportar. O quanto eles se incomodavam com sua presença e por aí vai.

Na resposta ele disse isso a ela:

“Não tem graça nenhuma queixar-se de outrem, se o nosso próximo encara a vida de modo bem diferente.”

Albert Einstein

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Essa é a resposta de um sábio. Essa professora muito provavelmente queria uma espécie de legitimação do Einstein para publicar seu texto e ele ser bem recebido pelas críticas, porém ele joga um balde de água fria nos seus planos e inclusive diz que ela guarde seus manuscritos para serem lidos apenas pelas pessoas da sua intimidade como seus filhos.

O que ele quis dizer para a moça é que ela estava nutrindo RESSENTIMENTOS que não foram curados quando deveriam, que foi lá atrás, no tempo em que estava lecionando e tendo dificuldades de relacionamentos com os outros professores.

Os ressentimentos só nos envenenam e muitas vezes nos levam a adoecer. E ficar se lamentando, se queixando em relação a coisas que não podem ser mudadas é uma tolice. Pelo teor das palavras no livro, é como se a professora quisesse que os outros fossem mais parecidos com ela, fossem mais independentes, mais ousados, mais criativos, como ela se esforçava para ser.

E ela foi esperta ao escrever para o Einstein, afinal de contas, ele tinha todas essas qualidades e muitas outras. Sem contar que também era famoso! Porém, ele compreendia muito bem uma das leis universais que constantemente cito nos meus textos: ninguém muda ninguém.

O Einstein não queria mudar seus colegas, não queria ser o dono da verdade. Ele queria explorar e desvendar os mistérios do universo, mas sempre com a humildade de saber que sempre seria um eterno aprendiz. Tal perspicácia fez dele esse homem inesquecível e que nunca deixa de ser homenageado.

As pessoas maduras e que pelo autoconhecimento vão se tornando sábias deixam os ressentimentos completamente de lado. Elas curam o passado e não permitem de forma alguma que esse passado influencie as escolhas e caminhos do presente e do futuro, entende?

Quando o Einstein pediu para que ela guardasse o manuscrito ele queria que ela refletisse mais ou menos assim: “Quem eu vou beneficiar com essas palavras? Se eu expuser tais pessoas, o que eu ganho com isso?”.

Com sua resposta ela provavelmente mudou sua postura e se tornou pelo menos um pouquinho mais madura!

Quero antes de concluir também citar um senhor que admiro profundamente e é conhecido como “O gordo mais querido do Brasil”. Você sabe de quem estou falando não sabe? Dele mesmo! JÔ SOARES. Esse senhor, que hoje está com 81 anos, escreveu bem recentemente uma autobiografia interessantíssima chamada “O livro de Jô – uma autobiografia desautorizada”. Inclusive é um dos livros que pretendo ler muito em breve!

Assisti a uma bela entrevista feita pelo querido Ricardo Boechat quando da época do lançamento do 1º volume e num determinado trecho da entrevista o Boechat lhe questiona:

– Jô!  Num trecho do livro você fala sobre pessoas que lhe sacanearam de alguma maneira, como por exemplo, quando você se mudou do Rio pra SP. Por que essa escolha de escrever preservando os FDP?

– Eu tinha o poder de transformar o livro num libelo de vingança. Não! Isso passou! Eles é que fizeram mal pra eles! Pra mim não me alcançou. Eu não quero em nenhum momento passar rancor, porque eu não tenho…

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Uau! Que exemplo de virtude! Que exemplo de maturidade! Talvez o Jô não tenha lido o livro do Einstein, mas aprendeu muito bem a mesma lição que ele quis passar para a professora. Recomendo que você assista a essa entrevista na integra. Ela é muito boa! Segue o link abaixo.

Para quem encara a vida de forma muito diferente de você, a melhor coisa a fazer é primeiro ACEITAR que não existem compatibilidades e afinidades. Depois continuar seguindo normalmente seu caminho, sem querer impor nada, sem querer mudar ninguém. Por fim, não se queixar, muito menos espalhar para os 4 cantos do mundo o que você não gosta na outra pessoa.

Que essa linda lição do Einstein reverbere no seu coração e você aprenda a ter essa atitude sábia diante das pessoas que são muito diferentes de você…

 

 

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