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MMA sob suspeita: atletas renomados colocam imagem do esporte em questionamento

FOTO: DIVULGAÇÃO / UFC

Jones foi pego no doping por uso de cocaína | FOTO: DIVULGAÇÃO / UFC

Anderson Silva e Jon Jones atuaram em 2015, venceram e passaram por dramas dias depois, ambos caindo em exames antidoping. E assim começa o ano para o Ultimate Fighting Championship (UFC): vendo astros e outros atletas da organização sendo flagrados no uso de substancias proibidas e tendo como desafio manter a credibilidade da organização e do esporte.

Desde o ano passado, as comissões atléticas decidiram ‘apertar o cerco’ aos atletas e intensificar a quantidade de testes antidoping surpresas na organização. A decisão tinha como objetivo identificar os lutadores que utilizam substâncias proibidas por aumentarem a performance e tomar medidas como cancelar lutas ou punir lutadores, deixando o esporte mais limpo. O problema é que muitos atletas tem caído no doping, incluindo os melhores lutadores da organização.

Vitor Belfort, Wanderlei Silva, Chael Sonnen, Nick Diaz, Alistair Overeem, Antônio Pezão e, mais recentemente, Anderson Silva. Atletas que já foram campeões, possuem grande quantidade de fãs e até declararam ser contra o doping são agora exemplos de lutadores que usufruíram de substâncias indevidas. Decepção e afastamento dos fãs, críticas ao Ultimate e comissões atléticas e polêmicas afetam a popularidade do esporte em todo o mundo, principalmente no Brasil, já que muitos dos lutadores dopados são ídolos nacionais.

A credibilidade do UFC também é abalada por outra questão: suposições de que a entidade estaria ciente dos resultados dos testes antes dos eventos – no caso da luta entre Anderson Silva e Nick Diaz – e não interferir para não ter prejuízo com os combates. Segundo o presidente da Comissão Brasileira de MMA, Rafael Favetti, são teorias que “beiram o ridículo”.

“As ações da comissão de Nevada, do UFC e do laboratório são totalmente independentes”, opinou. Favetti disse ainda não ver conflito de interesse pelo fato de o médico Márcio Tannure, diretor-médico da comissão brasileira, ter atuado como médico de Anderson. “Inquirimos o Tannure sobre e ele explicou que atuou como ortopedista no episódio da canela quebrada. Ele explicou que por razões médicas continuou com ele”.

O processo no caso do ex-campeão dos médios ainda não chegou ao fim, podendo resultar em multa, punição e mudança do resultado do duelo contra Nick Diaz para “no contest”. Mas, pior, a fama e carreira do brasileiro pode ser negativamente afetada. Junto a isso, mais atletas podem cair no doping no decorrer do ano e prejudicar ainda mais o esporte. Resolver essa questão é um dos grandes desafios do UFC para 2015.

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