Clube da Luta

Rony Jason diz ter recuperado ‘tesão’ de lutar em camp em Curitiba: ‘Cheguei lá, já queriam me nocautear’

Rony Jason luta neste sábado, 31, no TUF Brasil 3 Final, em São Paulo. Foto: FCO Fontenele/O POVO

Rony Jason luta neste sábado, 30, no UFC em Goiânia. Foto: FCO Fontenele/O POVO

Depois de ser derrotado e fraturar a mão na última luta, Rony Jason decidiu sair da ‘zona de conforto’, em Natal (RN), e viajar para Curitiba, longe de amigos e familiares, onde fez o camp na Evolução Thai para o duelo contra Damon Jackson, marcado para este sábado, 30, no UFC em Goiânia. Em entrevista exclusiva ao Blog Clube da Luta, do O POVO, o cearense contou que superou problemas pessoais e recuperou o ‘tesão’ de lutar.

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De 2013 para 2015, Rony alternou vitórias e derrotas. Foram quatro lutas, dois triunfos e dois reveses. Depois de sofrer a derrota para Robbie Peralta no UFC em São Paulo, em maio do ano passado e ficar um ano parado por causa de fratura na mão, Jason fez uma reflexão sobre a carreira e resolveu fazer uma mudança na preparação. O atleta explica que problemas pessoais motivaram a ida para a Evolução Thai, em Curitiba, onde passou a treinar com o mestre André Dida, especialista em muay thai, e com Serginho Moraes, campeão mundial de jiu-jítsu e lutador do Ultimate.

“Lá em Natal, tive alguns problemas. No UFC, a gente ganha por luta, não por mês. Então, fiquei muito tempo sem lutar, perdendo o tesão de lutar. Tive problemas pessoais, terminei um relacionamento. Em Natal, todo mundo me conhece, me chamam para sair, para ir para balada. Acabei perdendo o foco, o sentido do porquê que entrei no UFC e o que quero com o UFC. Em Curitiba não conheço ninguém, foi algo novo para eu experimentar, me testar com pessoas novas. Lá em Natal, os treinos passaram a ficar mais manso, tranquilo. Cheguei lá (Curitiba), já queriam me nocautear e finalizar, e meu ego não deixa. Sou muito competivo, e isso exige mais de mim”, contou.

Faixa-preta de jiu-jítsu, o campeão do TUF Brasil 1 tem um adversário especialista no chão que, provavelmente, tentará derrubar o brasileiro. Entretanto, o cearense mostra tranquilidade com a possibilidade do combate ir para o solo e até faz um agradecimento inusitado, em tom de provocação.

“Se a luta fora para o chão, eu dou um beijo nele. (risos). Sou do jiu-jitsu. Nunca vou perder a essência. Se botar para baixo, vou finalizar”, comentou Rony.

Trocação afiada
Na Evoulução Thai, Jason treinou com o mestre André Dida, um dos profissionais mais tarimbados na trocação. A fera já foi peça fundamental nos camps de Wanderlei Silva e Maurício Shogun. Mais recentemente, o líder da equipe de Curitiba foi o responsável pelo crescimento do jogo em pé de Godofredo Pepey.

Vindo da Pitbull Brothers, em Natal, Rony já tinha uma base na trocação. Com Dida, Jason buscou agregar mais técnicas para afiar seu jogo em pé. O cearense espera nocautear Damon Jackson com a mão que fraturou na última luta. “Os treinos foram forte. Em Curitiba, tem uma galera boa, o Neto BJJ, o Serginho, o Massaranbuba, o Fernandinho, entre outros. O André Dida dispensa comentários no muay thai. Melhorei minha movimentação em pé, estou com uma combinações diferentes. Se Deus quiser, vou nocautear com a mão que fraturei para mostrar que está 100%”, afirmou.

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