Discografia

O som e a cor dos canadenses

Por Isabel Costa (isabelcosta@opovo.com.br)

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Quem foi ao Centro de Eventos do Ceará (CEC) na noite do último sábado, 23, estava interessando em dançar e aproveitar os acordes de Nasri Atweh (voz), Mark Pellizzer (guitarra), Ben Spivak (baixo) e Alex Tanas (bateria). A banca canadense Magic! tocou para um público interessado, acima de tudo, nas músicas. Por isso, poucos celulares ficaram erguidos buscando gravar imagens exíguas e desfocadas. Diferente da maioria das apresentações atuais – nas quais o registro fotográfico se tornou mais importante do que acompanhar os artistas – o show foi marcado pela adesão do público.

O quarteto não decepcionou. O reggae com influências de pop foi executado por quase duas horas – em um show que reuniu os singles Rude e No Way No. O guitarrista Mark foi o mais aclamado pelo público. Não poderia ser de outra forma. Afinal, ele estava dedicado como se cada canção fosse a última e a mais importante, ao mesmo tempo. As composições de Bob Marley, já esperadas pela coletividade, firmam os pés do grupo na Jamaica. Magic!, entretanto, não é uma reles mímese. Os rapazes sabem investir na própria identidade – incrementando e ampliando músicas para imprimir o conceito da banda.

Ao fim, após uma parada estratégica de quase dez minutos, eles retornam para finalizar o show com uma surpresa: Come Together, música emblemática dos Beatles. O grupo já havia tocado no Brasil em setembro último, durante o Rock in Rio. A turnê de 2016 inclui show já feitos em Recife e em São Paulo, além de apresentações em Curitiba, Florianópolis e Rio Grande do Sul – dentro da programação do festival Planeta Atlântida. Para os fãs fortalezenses, a banda deixou saudades.