Educação

Anorexia infantil é diferente da adolescente

Um estudo baseado em dados americanos demonstra que 25% das crianças são caracterizadas como tendo algum transtorno alimentar, sendo que este número aumenta para 80% quando se refere a crianças com rejeição alimentar.

Na maioria das vezes, esta rejeição acontece quando na hora da alimentação a mãe oferece substitutos de baixo valor nutritivo ou começa a comparar a criança com outra pessoa. Desta forma, a criança começa a associar a hora das refeições com repugnância e passa a criar um certo trauma de alimentos.

Segundo a psicóloga Wanderlea Arruda Mattos, a anorexia infantil não tem as mesmas causas da doença na adolescência. Ela explica que a anorexia infantil existe de duas formas. Uma do tipo raro, em que a criança apresenta nítidos apavoramentos diante da comida, consequentemente recusa o alimento e está associada a insônias severas, comportamentos estranhos e isolamento.

O outro tipo de anorexia é bastante comum e a vida social da criança é normal. Pode começar nos primeiros meses de vida e alastrar-se por anos. “Os pais tentam todo tipo de artifício para fazer a criança comer, o que muitas vezes faz com que a criança crie traumas e rejeite de uma vez a comida”, ressalta a médica. Ela afirma que a coerção física e castigos jamais devem ser usados.

menina_magrela_2Com crianças pequenas, o essencial é os pais ficarem indiferentes à sua alimentação, não se incomodarem com a recusa em comer, nem mesmo falarem mais de comida, deixar a criança à vontade.

De acordo com a psicóloga, o apetite da criança pequena é mais sensível do que o do adulto. Ela pode momentaneamente perder o apetite por várias razões, por estar doente, principalmente quando está gripada, ou por causa do crescimento dentário.

A psicóloga afirma que na medida em que cresce, a criança anoréxica tende a desenvolver um traço de personalidade que continua na fase da adolescência, a opinião dada por uma pessoa próxima é sentida como uma ordem e a criança acaba sempre dando uma resposta negativa, “é como se toda vez que você chamasse a criança para fazer algo ela colocasse na cabeça de que ninguém manda nela, por isso não vai fazer”, explica.

Fonte: A Gazeta (MT)

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