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Pesquisa de mercado: vale a pena investir?

Mão de homem preenche um formulário com diferentes alternativas.

Foto: Andreas Breitling / Pixabay

A pesquisa pode auxiliar o gestor a fazer os ajustes necessários, além de diminuir a margem de erro na venda de um produto

A pesquisa de mercado se traduz como toda análise que observa um fenômeno de ação, analisando como a sociedade se comporta em determinada situação, gerando resultado que impactará dentro de um negócio. Ela verifica se um produto que está sendo lançado terá efeito positivo ou se determinada ação atingirá o resultado esperado.

Para Bruno Leitão*, mestre em marketing e controladoria, não realizar uma pesquisa de mercado significa entrar em uma loteria e apostar. “Lançar um produto sem saber especificamente os que as pessoas querem tem uma grande chance de fracassar. Por exemplo, tentaram trazer para o Brasil alguns produtos de fora, como os donuts, mas esqueceram de fazer uma pesquisa para saber se o cearense consome esse produto. O resultado foi totalmente negativo”, afirma. Ele pontua que a pesquisa de mercado serve para validar uma ideia e proposta de negócio.

Sobre a pesquisa, geralmente as pessoas respondem o que o pesquisador quer que ela responda, de acordo com Bruno. Ele indica usar perguntas que tenham fatos e atitudes. “Você compraria esse sorvete? A resposta é sim ou não. É diferente de ‘você consome sorvete de chocolate com regularidade? Qual o sabor? Você paga em média quanto? Se viesse um sorvete com uma proposta diferenciada a R$ 18, você pagaria?’”. Ele aponta que perguntas acerca de comportamentos são mais assertivas, sendo mais em relação as atitude que opiniões.

Quem pode fazer?
De acordo com Bruno, o ideal é que principalmente o Microempreendedor Individual (MEI) faça a pesquisa. “Ele não tem muitos recursos e deve pesquisar sobre a percepção do cliente e sobre seu produto”. Leitão informa que o MEI precisa saber se seu mercado está em expansão ou em retração. Ele diz que há duas formas de realizar a pesquisa: a partir de fontes primárias ou secundárias. Na primária, o empreendedor mesmo vai a campo. “Geralmente a primária dá mais trabalho, mas ela é de acordo com o que se procura. A secundária é mais fácil, mas nem sempre está atualizada”. Bruno destaca que a tecnologia muda rápido e não só as ferramentas, mas também o comportamento do cliente mudou. “O ideal é que a cada ciclo de três meses se realize uma pesquisa para fazer os reajustes necessários para a gestão.”

Tipos de pesquisa
Existem vários tipos de pesquisas. A qualitativa analisa percepções e a quantitativa quantifica determinada análise, como quantas pessoas passam em um local, quantas gostaram do produto ou se são homens ou mulheres. “O ideal é que a empresa sempre esteja pesquisando o que os clientes têm verificado em relação ao seu produto, se estão satisfeitos, pesquisar as ações dos concorrentes e novas tendências”, observa Bruno. Ele explica que a pesquisa não pode ser feita somente antes de abrir um negócio. “Existem empresas especializadas em pesquisas que fazem relatórios trimestrais, semestrais e anuais.”

Qualitativa: está ligada ao subjetivo. Por exemplo, o que uma pessoa acha do último filme que estreou. “Eu pego a percepção dela acerca de algo. Essa percepção pode ser interpretada de diversas maneiras diferentes.” Segundo Leitão, a pesquisa qualitativa tende a ser mais verídica e rica, mas é mais dispendiosa para ser realizada.

Quantitativa: é mais prática e rápida. Pode ser feita por meio de formulário eletrônico. É possível saber quantas pessoas assistiram ao filme e quantas gostaram ou não. “Elas me dão a resposta mais rápida. Porém, as pessoas respondem por responder e o índice de confiabilidade delas tende a cair”, destaca.

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