Política

Homicídio de guardas e policiais é “crime de ódio e preconceito”, diz André Costa

Secretário participou de audiência sobre homicídio de policiais e guardas na AL (Foto: Divulgação)

Secretário participou de audiência sobre homicídio de policiais e guardas na AL (Foto: Divulgação/AL-CE)

O secretário de Segurança Pública do Ceará, André Costa, disse nesta quinta-feira, 5, que recentes homicídios contra agentes de segurança do Estado são “crimes de ódio e preconceito”. Em audiência pública na Assembleia, o secretário afirma que a pasta atua para reduzir ocorrências do tipo e destacou ações para a proteção dos agentes.

A audiência, proposta pelo deputado estadual Capitão Wagner (PR) e pelo deputado federal Cabo Sabino (PR), discutiu aumento no assassinato de profissionais da área no Estado em 2017. Apenas até este mês, 25 agentes, entre guardas municipais e policiais civis e militares, foram vítimas de homicídio no Ceará.

Entre as medidas para reduzir o índice, Costa destacou a criação de uma delegacia especializada na investigação de crimes contra profissionais da segurança, a instituição do Conselho de Defesa do Policial no Exercício da Função, a atuação de uma assessoria para o atendimento biopsicossocial de famílias de agentes mortos ou vítimas de atentados à vida.

Violência em alta

Na audiência, Capitão Wagner destacou que o aumento de atentados contra policiais tem relação com o aumento geral da violência. “Temos 82 homicídios para cada 100 mil habitantes”, disse. Ele destacou ainda que responsabilidade deve ser compartilhada entre esferas municipal, estadual e federal, bem como poderes Judiciário, Legislativo e Executivo.

Já Cabo Sabino destacou caráter nacional do quadro, com 439 profissionais de segurança assassinados até agosto de 2017. “A cada 13 horas, um agente é assassinado”, lamentou o deputado, que comanda comissão da Câmara dos Deputados que destaca o tema em capitais brasileiras.

Como forma de combater a situação no Ceará, André Costa destacou ainda a compra de materiais, treinamento de agentes e criação de um aplicativo para a solicitação mais rápida de emergência. O secretário destaca ainda programas do Estado de acompanhamento de saúde física e mental dos agentes, para combater índices de suicídio.

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