Ancoradouro

Filósofo contemporâneo defende suicídio assistido, infanticídio e cuidado dos animais

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Peter Singer

Peter Singer

A entrevista com o filósofo Peter Singer na Revista Época (ed. 796) é para deixar qualquer um de cabelo em pé, pelo menos quem ainda acha que o ser humano possui algum valor. O professor em bioética da Universidade de Princeton defende – atentem para a contradição – o suicídio assistido e critica a crueldade com os animais. Mas não só, o especialista  escreveu em livro que os pais de recém-nascidos com deficiências graves devem ter o direito de decidir se o bebê deve viver ou não.

Aqui já não se fala mais de aborto, quando o feto está no ventre materno. Fala-se de infanticídio.

Como não poderia deixar de ser,Singer é um amante da natureza e dos animais. Ainda na mesma entrevista  opina que por sermos humanos nossa vida não vale mais que  a de qualquer outro animal. Também defende um mundo sem religião. ” A humanidade tem de usar a razão para encontrar maneiras melhores de resolver seus problemas”, disse.

O  argumento filosófico defendido para  o suicídio assistido de alguém que não pode se comunicar, por exemplo, não é a  maldade, mas a  compaixão. É nisso que seu pensamento difere, segundo se conclui da entrevista, da mentalidade espartana abordada pelo repórter Felipe Pontes quando lembrou que na Grécia Antiga bebês com deformidades eram sacrificados.

“Não há motivo para manter viva toda pessoa indiscriminadamente” é o pensamento chave do filósofo que veio ao Brasil para participar do projeto Fronteiras do Pensamento em Porto Alegre e São Paulo.

Apesar da perplexidade, o pensamento do autor em questão é uma consequência da sociedade esquizofrênica de hoje, capaz de defender ovos de tartaruga e descriminalizar práticas de aborto. Só temos a lamentar  pensamento e mente tão  involuída.

 

 

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