Cinema às 8

Drops da Netflix #1

Hoje, em vez de uma grande crítica sobre um filme, a aposta é em oito análises breves de obras disponíveis no serviço pago de streaming mais popular do mundo:

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1. Versos de um Crime (2013, EUA). Drama. De John Krokidas. A trama fundamental da “Geração Beat” é fascinante por si só. Já o filme é burocrático, pouco inventivo. O que se sobressai é o carisma dos personagens – em especial a bela atuação de Dane DeHaan como Lucien Carr. O drama se foca nas descobertas sexuais do jovem Allen Ginsberg (Daniel Radcliffe) e em um crime cometido em 1944 por um dos futuros grandes escritores.
Cotação: nota 4/8

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2. Cavaleiro de Copas (2015, EUA). Drama. De Terrence Malick. À moda de “Árvore da Vida”, Malick constrói mais um drama existencial sobre a relação de um único sujeito com o seu exterior. Tanto quanto lenta, tanto quanto complexa, a obra tem o ritmo próprio de Malick, o que a torna única. O diretor pode não ser dos mais acessíveis, mas é um respiro dentro da mesmice do cinema mundial.
Cotação: nota 5/8

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3. Enquanto Somos Jovens (2014, EUA). Comédia/Drama. De Noah Baumbach. Certamente o longa menos inspirado do diretor de “A Lula e a Baleia” (2005) e “Frances Ha” (2012). Só o personagem de Adam Driver se salva por ser autenticamente odiável. O restante age como se não fossem repugnantes, mas é difícil se importar com o casal de quarentões que quer agir como se tivessem 20 e poucos.
Cotação: nota 3/8

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4. Os Suspeitos (2013, EUA). Drama/Suspense. De Dennis Villeneuve. Mais do que a tensão óbvia da história de duas famílias que têm suas filhas caçulas raptadas, “Os Suspeitos” se foca no dilema moral de um pai disposto a tudo para salvar as crianças. Com um detalhismo impressionante e reviravoltas de tirar o fôlego, o filme mantém o foco mesmo em seus mais de 150 minutos de duração.
Cotação: nota 6/8

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5. Vizinhos (2014, EUA). Comédia. De Nicholas Stoller. Duas doses de desleixo, outra de repetição e uma quantidade absurda de humor non-sense. “Vizinhos” é daquelas comédias descompromissadas que funcionam. Nele, um casal de 30 e poucos anos precisa lidar com uma fraternidade que se instala na casa ao lado.
Cotação: nota 5/8

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6. Era uma Vez no Oeste (1968, ITA/EUA). Faroeste. De Sergio Leone. Elenco espetacular, ápice de tirar o fôlego, drama genuíno. Sergio Leone foi o maior gênio do western spaghetti (faroeste italiano) e acertou nos mínimos detalhes da trama. A introdução do “boa pinta” Henry Fonda como um vilão sádico é uma das sequências mais memoráveis do cinema mundial.
Cotação: nota 8/8

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7. Os Reis do Verão (2013, EUA). Comédia/Drama. De Jordan Vogt-Roberts. Bem dirigido e com protagonistas cheios de contradições, o filme tem um equilíbrio bom entre carisma e estupidez adolescente. Um terceiro ato problemático atrapalha um pouco. A trama mostra três jovens que resolvem passar seu verão escondidos em uma cabana na floresta, narrativa clássica “coming of age”.
Cotação: nota 5/8

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8. O Peso do Silêncio (2014, Indonésia). Documentário. De Joshua Oppenheimer. O diretor da obra-prima “O Ato de Matar” (2012) volta a Indonésia e mostra o confronto de um homem com os algozes de seu irmão, vítima de grupos paramilitares anti-comunistas. Não tem a força do antecessor, mas é um filme essencial sobre as verdades que se escondem em portas fechadas.
Cotação: nota 6/8

 André Bloc (andrebloc@opovo.com.br)

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