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Entrevista exclusiva: Léo Santos comemora um ano do título do TUF Brasil 2 e fala sobre Barão, Aldo e Nova União

Léo Santos é campeão do TUF Brasil 2 - Foto: UFC

Léo Santos é campeão do TUF Brasil 2 – Foto: UFC

O campeão do The Ultimate Fighter (TUF) Brasil 2, Léo Santos, comemora hoje um ano da conquista, após finalizar o favorito do combate, William “Patolino”, na edição realizada em Fortaleza, no Ginásio Paulo Sarasate. O atleta da Nova União conversou com O POVO e falou sobre a data, seus companheiros de equipe – o campeão do UFC, José Aldo (peso-pena), e Renan Barão, que perdeu recentemente o título do peso-galo -, a última luta e sua carreira.

Faixa-preta de jiu-jitsu, Léo Santos já finalizou até mesmo o ex-campeão dos meio-médios do UFC Georges St-Pierre, no ADCC de 2005 (maior torneio de luta agarrada). A arte de finalizar foi usada contra a maioria de seus adversários. No dia 8 de junho de 2013, ele entrou para a história do UFC, ao vencer a segunda edição do TUF Brasil, no primeiro evento realizado pelo Ultimate em Fortaleza. Na Capital, o apoio dos amigos – entre eles o mestre Guilherme Santos, Caio “Monstro”, Carlos Eduardo Cachorrão e Oniel Ferraz – e dos torcedores foi fundamental.

“O que mais me destacou naquela conquista foi o carinho da galera em Fortaleza. Na hora da luta, isso meu deu um empurrão a mais. Na hora que ganhei, levantei a cabeça e vi o Ginásio (Paulo Sarasate) todo gritando. Ali tive noção do que tinha feito. Isso me marcou bastante”, lembra Léo.

Após a conquista do TUF Brasil 2, a vida do carioca mudou. Com o título no currículo, Léo passou a ser mais cobrado, ganhou mais visibilidade e a responsabilidade aumentou. Fora isso, o brasileiro garante que continuou treinando forte e correndo atrás de estar entre os melhores. “Sei que não vou pegar moleza, agora é só pedreira. Treino em dobro para encarar esses desafios”.

Na última apresentação de Léo, o brasileiro não conseguiu sair com o resultado esperado. Ele enfrentou Norman Parke – campeão da edição britânica do TUF – no UFC realizado em Natal, no dia 23 de março. O combate foi bastante equilibrado e a luta terminou empatada.

“Eu cansei bastante, não sabia o motivo. Não estava nervoso e a adrenalina estava bem controlada. Acho que foi a falta de recuperação de peso. Eu normalmente peso 80 kg depois da luta, e estava pesando entre 73 e 74 kg. Basicamente foi isso”, explica o carioca sobre o último duelo.

Léo é um dos principais nomes da Nova União, não só como lutador do UFC, mas também como homem de confiança do líder da equipe, Dedé Pederneiras. Após a derrota de Renan Barão para TJ Dillashaw, o time do novo campeão, a Alpha Male, fez uma brincadeira ao publicar nas redes sociais uma foto na qual mostrava o nome do potiguar na lista de inscritos no seminário de Muay Thai ministrado por Duane Ludwing, treinador do americano.

“Achei que foram infelizes. A Nova União sempre ganhou deles. Ainda mais o (Urijah) Faber, que perdeu para os dois (José Aldo e Renan Barão). Inclusive, o Barão já deu duas surras nele. Quem não está acostumado a vencer, extravasa um pouco”.

Já o outro companheiro de equipe de Léo, José Aldo, tem um novo compromisso pela frente. Ele defende seu cinturão contra Chad Mendes, atleta da Alpha Male. O campeão vem recebendo algumas críticas, inclusive do chefão do Ultimate, Dana White, por suas últimas atuações mais conservadoras, mas Santos discorda dessas opiniões. “Não adianta dizer que tem que ir lá para dar show, porque o pessoal gosta disso. O que vale no final é você ter o braço levantado. Alguns lutadores lutam bem, perdem e são mandados embora. Isso pesa na carreira de um atleta. O que importa é a vitória”, argumenta o parceiro de treino do campeão do peso-pena. E sobre quem vai levar a melhor nesse combate, o faixa-preta não tem nenhuma dúvida:  “O Chad Mendes não tem armas para ameaçar o Aldo. O Junior está bem mais acima dele como lutador”.

Além de um excelente atleta, Léo sabe passar bem suas técnicas e orientações para os companheiros de treinamento. O brasileiro também gosta de expandir seus conhecimentos Brasil afora, e já deu vários seminários. Mas, será que o carioca pensa em seguir a carreira de head coach (assim como Dedé Pederneiras), após encerrar a carreira de lutador?

“Cara, ainda é uma incógnita. Às vezes penso que sim. Não sei aonde isso vai me levar. Se tiver que fazer, vou fazer isso amarradão, adoro dar aula. Mas, vou esperar mais para frente para pensar nisso. Agora é treinar duro e lutar”, revela Léo.

Quem está ansioso para assistir Léo dentro do cage, ainda vai ter que esperar mais um pouco. O lutador ainda não está com luta marcada. Porém, o brasileiro adianta qual o próximo plano da carreira: “Finalizar alguém. Na próxima luta tenho que entrar lá e finalizar”.

Léo Santos é profissional de MMA desde 2002 e possui um cartel de 12 vitórias, três derrotas e um empate.

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