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Bethe Correia mais próxima do cinturão; Ronda Rousey quer enfrentá-la

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Bethe Correia comemora vitória no UFC 177 | Foto: reprodução/Twitter

Bethe Correia comemora vitória no UFC 177 | Foto: reprodução/Twitter

A potiguar Bethe Correia está cada vez mais próxima de uma disputa pelo cinturão. Se até pouco tempo, a brasileira não era cotada para bater de frente com a campeã, três vitórias na organização mudaram o cenário. A atleta da Pitbull Brothers nocauteou Shayna Baslezer – amiga de Ronda Rousey – no segundo round, na noite do último sábado, 30, no UFC 177. A apresentação chamou a atenção da detentora do título, que revelou o desejo de enfrentá-la.

“Quero essa luta com a Bethe Correia. Quero isso agora antes que alguém a derrote”, disse Ronda ao enviar uma mensagem para Dana White.

Bethe conseguiu ganhar espaço no UFC, além das vitórias, pelas provocações direcionadas à campeã. A potiguar declarou guerra a Four Horsewomen (quarteto encabeçado por Ronda e suas amigas). Em abril, Bethe venceu Jessamyn Duke e logo em seguida mostrou quatro dedos para a câmera, abaixando um deles em alusão a eliminação da adversária. No UFC 177, mais uma integrante do time ficou pelo caminho. Correia mostrou força nas mãos e venceu por nocaute técnico no segundo round.

Como Marina Shafir não é atleta do UFC, a próxima integrante do grupo Four Horsewomen é Ronda Rousey. Após derrotar Shayner, Bethe lançou o desafio: “Quero deixar um recado para Ronda Rousey: quem vai se aposentar invicta e com o cinturão sou eu! Desafio Ronda a tirar a minha invencibilidade”.

Agora, resta esperar. Será que o UFC marcará Rousey x Correia? A potiguar é a atual 10ª colocada no ranking da categoria peso-galo feminino e deve subir com a vitória diante de Shayna. O que pode ser um empecilho para esse combate é o fato de outro duelo valer o ‘title-shot’. Cat Zingano, número 1 da divisão, e Amanda Nunes, número 8, vão se enfrentar no dia 27 de setembro, no UFC 178. O esperado é: quem vencer deve enfrentar Ronda. Mas, a rivalidade entre Rousey e Correia pode mudar os planos do Ultimate!

Bastidores das vitórias brasileiras no card principal

Além de Bethe Correia, o peso-leve Diego Ferreira lutou no card principal do evento e venceu. Confira abaixo o vídeo que mostra os bastidores das vitórias brasileiras:

[youtube]http://youtu.be/tkxVyD2I64U?list=UUk8XGxi7fsTqQQRVq9LSraw[/youtube]

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2 Comentários

  • Geraldo Roilton Martins disse:

    Comentário sobre a luta Bete Correa x Ronda Rousey.
    É claro que se alguém me perguntar para quem eu estou torcendo, eu vou dizer que é para a Bete Correa, pois, sou Brasileiro. Mas, se a pergunta for quem eu acho que vai vencer a luta, aí eu não tenho dúvida que é Ronda Rousey. Por que?

    A Ronda finalizou todas as suas adversárias ainda nos primeiros segundos do 1º round.
    A Ronda foi treinada para disputar jogos olímpicos, portanto ela é imbatível no solo.
    E para quem pensa que o boxe da Ronda é o seu ponto mais fraco, eu digo, realmente,mas foi com ele que ela nocauteou a Cat Zigano, lembram?

    A Bete Correa, além de ter lutado com adversárias de menor expressão, a maioria das lutas vencidas pela Bete foram decididas por pontos.
    O boxe da Bete Correa é o seu ponto forte, mas eu penso que se a luta for para o chão, ela não terá a menor chance. Espero que o seu treinador,se for inteligente, tenha a orientado nesse sentido.

    Bete,o meu comentário é apenas realista, apesar de tudo, estou torcendo por você.
    Então deixo aqui a minha dica: se você quer ter chance de vencê-la, e tomara que isso aconteça, não deixe de jeito nenhum ela te levar para chão…,porque se isso acontecer, já “era”, a luta acaba aí para você…..,bate logo antes que ela quebre o seu braço.

    Quando uma luta está difícil para a Ronda, ela leva para o solo, onde ela é imbatível, por ter sido atleta olímpica.

  • Renato Gama disse:

    É curioso o xenofobismo no Brasil: “… Torço pela Bete porque sou brasileiro” ou “… Porque ela é brasileira”.
    Por que, então, os atletas brasileiros vão treinar – e residir – em academias no exterior (inclusive a Bete)?… Não deveriam permanecer e treinar aqui, e só lutarem a capoeira regional, “porque são brasileiros”?
    O esporte (principalmente o MMA, uma miscelânea de artes de diversas nacionalidades, praticadas por atletas de todas as Bandeiras) é como a música: não tem fronteiras; e o arrebatamento é por identificação; projeção; transferência; empatia; simpatia; admiração, paixão; e nesse caso, especificamente, reconhecimento.

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