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Com arsenal completo, Dos Anjos promete complicar “vida” de Pettis: “Vamos ter o 1º cinturão dos leves”

Rafael Dos Anjos confia em suas armas para derrotar Pettis e fazer história | Foto: UFC/Divulgação

Rafael Dos Anjos: a um passo de fazer história | Foto: UFC/Divulgação

O niteroiense Rafael Dos Anjos repete o feito do cearense Hermes França e faz história por ser o segundo brasileiro a disputar o cinturão da categoria leve (até 70 kg) do Ultimate Fighting Championship (UFC). O atleta da Kings MMA enfrenta o campeão Anthony Pettis em 14 de março, na edição de número 185 do evento. Antes do combate histórico, o Blog Clube da Luta/O POVO conversou com o lutador, direto dos Estados Unidos, por telefone.

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Nas últimas nove lutas, Rafael venceu oito e perdeu apenas uma. O retrospecto positivo lhe rendeu a chance de disputar o título. O campeão é o atual número 5 do ranking geral, incluindo todas as categorias, do UFC. “Ele é um cara imprevisível, mas não invencível. Ele arrisca alguns golpes na luta, por isso é tão bem sucedido. Tenho experiência e já passei por todo tipo de situação. Vou botar pressão e não deixar ele gostar da luta”, disse o brasileiro. Conhecido por golpes plásticos, o detentor do cinturão ganhou o apelido de “Showtime”, por transformar suas lutas em um verdadeiro ‘espetáculo’ para o público. “Vou com tudo! Irei mostrar todo o meu arsenal e farei de tudo para complicar a vida dele. Vou trazer esse cinturão e será uma conquista nossa. Vamos ter o primeiro cinturão dos leves. Chegou a minha hora!”.

Rafael Dos Anjos comemora vitória. Foto: reprodução/Twitter

Rafael Dos Anjos comemora vitória. Foto: reprodução/Twitter

Sempre focado e concentrado, o atleta de semblante calmo costuma ficar de fora das polêmicas. Ele garante que chegou ao posto de desafiante depois de muito treino e dedicação. “Não caí de paraquedas nessa disputa. Tive altos e baixos no UFC. Estreei no Ultimate com derrota, mas dei a volta por cima. Não sou polêmico, estou aqui pelo que faço”, conta. Com estilo mais provocador, Pettis disse em entrevista que venceria Rafael no primeiro round. Apesar de tranquilo, o carioca não deixou o campeão sem resposta. “Todo mundo fala o que quer, até papagaio fala. Faz parte. Mas quando chegar lá e a porta do cage fechar, será apenas eu e ele. Não tem como mais falar, tem que fazer. Eu prefiro fazer. Chego lá e faço”, afirmou o brasileiro.

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Trajetória
O garoto de Niterói teve o seu primeiro contato com os tatames aos 8 anos. A paixão pelas lutas, iniciada pelos vídeos de Rickson e Royce Gracie, logo virou profissão. O atleta começou no jiu-jitsu e conseguiu a faixa-preta aos 21 anos. O mestre Gordo, treinador de jiu-jitsu do lutador, sempre esteve presente na trajetória do brasileiro, mas nos últimos três anos, Rafael optou por agregar mais técnicas e aprendizados em seu jogo em pé. Ele se mudou com a família para os Estados Unidos e começou a treinar na Kings MMA, de Rafael Cordeiro, treinador de grandes nomes do esporte, como o campeão interino peso pesado do UFC, Fabrício Werdum.

Ao longo da carreira, o carioca precisou digerir rápido as derrotas para não ficar pelo caminho. Estreou no MMA com derrota em 2004. Deu a volta por cima e, quatro anos depois, estreou no UFC, mas com novo revés. O brasileiro soube lidar com os resultados negativos e construiu uma carreira vitoriosa de 23 vitórias e sete reveses. “Realmente, o trabalho que venho fazendo está valendo a pena. Toda a mudança que fiz na minha carreira e na minha vida estão valendo a pena. Estou amarradão, tenho uma série de vitória, estou forte em cima e venci grandes nomes”.

Nos últimos três anos, quando começou os treinos com Rafael Cordeiro, Rafael mostrou uma clara evolução na luta em pé. As habilidades foram fundamentais para superar os tops da categoria, especialistas na trocação. “Sou muito perfeccionista, nunca acho que está bom. No começo, treinava muito jiu-jitsu, mas de uns anos para cá, venho treinando mais em pé. Tento balancear meu treino. O Gordo e o Rafael Cordeiro estão sempre comigo”.

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