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À la Cro Cop: Jonas Bilharinho fala sobre nocaute avassalador no Jungle Fight 76

Bilharinho acerta chutaço em Soldado | Foto: Leonardo Fabri/Divulgação/Jungle Fight

Bilharinho acerta chutaço em Soldado | Foto: Leonardo Fabri/Divulgação/Jungle Fight

A volta de Mirko “Cro Cop” Filipović ao UFC foi o grande assunto do MMA mundial no último sábado. Porém, foi o prodígio do Team Nogueira, Jonas Bilharinho, quem roubou a cena do fim de semana. Com um nocaute devastador, que, com toda certeza, teria a assinatura do croata, Bilharinho derrotou, na cidade de Itú (SP), Fabiano Soldado ainda no primeiro round e faturou o cinturão dos pesos-penas (66kg) do Jungle Fight, seu segundo título no evento. Em março de 2014, o carioca havia conquistado a cinta de campeão dos galos (61kg) do Jungle ao derrotar Mario Israel por decisão dividida.

+ Rei do Jungle Fight: Bilharinho entra para história ao conquistar 2º cinturão do evento

A canelada de canhota à la Cro Cop na cabeça de seu adversário, foi motivo de muita comemoração para “Speed”, que garantiu que o movimento foi exaustivamente treinado para o duelo. Jonas também revelou que a estratégia do chute surgiu após uma conversa com o treinador de muay thai e presidente do Face to Face Alex Gazé.

“Como pessoa, fiquei muito feliz com esse nocaute, porque sou um canhoto nato, apesar de jogar nas duas bases. Nunca tinha nocauteado ninguém com um chute desses, ainda mais com um golpe só. Treinei pra caramba esse chute. A primeira vez que mostrei as lutas dele (Fabiano Soldado) para o Alex Gazé, ele falou que o Soldado caia muito com a cabeça para dentro e que ele bateria o rosto de encontro com o meu chute de esquerda. Essa foi a minha opção número um para o nocaute, treinei exaustivamente isso. Está longe de ter sido sorte, foi fruto de muito estudo e treinamento”, disse o lutador que está invicto em sua carreira, com seis vitórias e um empate.

Jonas exibe cinturão ao lado de Wallid Ismail e Rodrigo Minotauro | Foto: Leonardo Fabri/Divulgação/Jungle Fight

Jonas exibe cinturão ao lado de Wallid Ismail e Rodrigo Minotauro | Foto: Leonardo Fabri/Divulgação/Jungle Fight

Entusiasmado com a conquista do seu segundo título no evento, o peso-pena não escondeu a felicidade por fazer história no MMA nacional, mas procurou manter a serenidade quando o assunto  foi sobre uma possível ida para o UFC.

“É muito importante para mim ser o primeiro atleta campeão em duas categorias diferentes do Jungle Fight, é um marco para a minha carreira e também para a minha equipe (Team Nogueira). É uma felicidade enorme ter podido trazer essa conquista para o meu time. O Jungle é uma referência no mundo do MMA, e quando falarem do Jungle, vão sempre se lembrar que o primeiro campeão em duas categorias do evento fui eu. Já recusei vários convites para lutar em eventos internacionais, mas não tenho pressa, meu foco é o UFC. Só saio para lutar fora do Brasil, se for no UFC. Quando o Dana White quiser me fazer o convite, estarei à disposição”

Como nem tudo são flores, o atleta do Team Nogueira acabou lesionando o joelho e saiu mancando do combate. Foi ventilada a hipótese da lesão ter sido causada devido a intervenção enérgica do árbitro central do combate, Flávio Almendra. Porém, Bilharinho fez questão de isentar o juiz de qualquer responsabilidade e o elogiou pela atuação.

“Muita gente está achando que machuquei o joelho na intervenção do Flávio Almendra, mas não foi. Me machuquei em chute muito forte de direita do Soldado. Cheguei a fazer o bloqueio, mas o chute foi tão forte, que acabou machucando o meu joelho e perna dele também. No afã de comemorar a vitória, acabei dando um mortal e isso acabou forçando o joelho mais ainda. Mas fiz alguns exames e não foi nada grave, foi apenas um inchaço devido apancada mesmo. Também quero elogiar a participação do Almendra na interrupção da luta, ele foi perfeito e preservou a integridade física de ambos os lutadores. Deixo os meus parabéns para ele”.

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