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O recomeço de Shogun: Rafael Cordeiro é a última cartada do ex-campeão

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Rafael Cordeiro e Maurício Shogun na última luta que trabalharam juntos, em 2011. Foto: UFC/Divulgação

Rafael Cordeiro e Maurício Shogun na última luta que trabalharam juntos, em 2011. Foto: UFC/Divulgação

Depois de levar uma surra de Jon Jones e perder o cinturão, Maurício Shogun nunca mais foi o mesmo. O curitibano entrou em declínio na carreira e sofreu derrotas vexatórias, como o revés contra Chael Sonnen, em 2013. Diante de tantos resultados negativos, o ex-campeão do Pride e do Ultimate tomou uma ótima decisão para retornar ao caminho das vitórias – ele voltará a treinar com Rafael Cordeiro para preparação para a revanche contra Rogério Minotouro, marcado para 1º de agosto, no UFC 190, na Cidade Maravilhosa.

“Vai acontecer e eu quero muito que aconteça. Ele vai se mudar para a Califórnia agora no meio de abril. Ainda temos que resolver algumas coisas para ele lá, como conseguir uma casa, um carro, mas é só isso. Ele vai se mudar para lá e vamos fazer o camp para sua próxima luta”, disse Cordeiro ao programa In The Cage With Bards.

Shogun já foi treinado por Cordeiro nos tempos da Chute Boxe. A última vez que trabalharam juntos foi em 2011, na preparação para o duelo contra Forrest Griffin, no UFC 134. Atualmente, Rafael é líder da Kings MMA e treinador do campeão dos leves, Rafael Dos Anjos, e do campeão interino dos pesados, Fabrício Werdum. Sem dúvidas, é a última cartada do curitibano para voltar a brilhar no octógono do Ultimate.

Em coberturas de eventos do UFC no Brasil, ouvi de alguns colegas de trabalho que o problema de Maurício era a desmotivação. De fato, Shogun já conquistou tudo que um atleta sonha. Virou lenda no Japão, com atuações memoráveis no Pride, e ainda brilhou no UFC ao conquistar o cinturão dos meio-pesados. Desde que perdeu o título para Jones, Maurício lutou oito vezes e perdeu cinco, sendo dois nocautes sofridos no Brasil, em Natal e em Uberlândia.

Rafael Cordeiro conhece bem o jogo de Shogun e tem a chave para subir o rendimento do atleta, assim como fez com Werdum e Dos Anjos. Nas últimas apresentações, o lutador não conseguiu desenvolver sua especialidade – a trocação – e o líder da Kings MMA pode mudar isso. Com muay thai em baixa, o veterano foi nocauteado por Ovince St. Preux no UFC em Uberlândia, em 2014, em 34 segundos de duelo.

Cordeiro foi fundamental para Werdum, que tinha um jogo unilateral baseado no jiu-jítsu, nocautear o especialista em trocação, Mark Hunt, e pegar o cinturão interino dos pesados. E o que dizer de Rafael Dos Anjos, que venceu Antonhy “Showtime” Pettis, nocauteador perigoso e performático, e se tornou o novo campeão dos leves.

“Eu o conheço desde que ele começou a treinar e acredito que, se você motivá-lo, ele vai voltar a ser o melhor. É isso que vou tentar fazer: motivá-lo o máximo possível para trazer de volta o antigo Shogun. Ele tem só 33 anos de idade, tem um grande futuro. Vou dar o meu melhor para trazê-lo de volta”, ressaltou o treinador.

Resumindo, o líder da Kings MMA pegou dois faixas-pretas de jiu-jítsu e os transformou em trocadores agressivos. Werdum e Dos Anjos se tornaram atletas completos, em pé e no chão. Cordeiro tem duas missões com Shogun: resgatar a autoestima e a confiança e potencializar o muay thai do ex-campeão.

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